E QUANDO JUÍZES , MENOSCABAM, DEBOCHAM, FEREM E AGRIDEM ADVOGADOS .O QUE ACONTECE?

dese

NADA!

O assunto que se vai tratar de um salto para outro é grave. O eminente Desembargador do Tribunal de Justiça do Estado Paraná, MÁRIO HELTON JORGE, durante Sessão Plena da Segunda Câmara Criminal desta Veneranda Corte teria e excedido no uso de alguns adjetivos menos nobres e nos quais teria acoimado de indigna atuação “de todo o povo brasileiro, nortistas e nordestinos”…

O Tribunal de Justiça do Estado do Paraná manifestou- se no sentido de que não endossava as ofensas e muito menos compartilhava de qualquer afirmativa discriminatória, até porque o Eminente Desembargador havia se desculpado. Maneira bonita de alguém retratar-se.    Davi Nasser, um velho conhecido meu, na Revista O Cruzeiro escreveu: Os Juízes, às vezes julgam e às vezes são julgados. Feitos de barro, sujeito a todas as contingências, a todas as seduções, a todas as fraquezas que tornam os homens mais homens e o os juízes menos juízes. Estes na realidade estão expostos mais do que nós aos chamados erros essenciais e irreparáveis.

Agora, entretanto, o Conselho Nacional de Justiça, acolhendo proposta da Advocacia Geral da União e do Conselho Nacional de Justiça pretende apresentar Processo Disciplinar ao fito de que o Nobre Magistrado de Segundo Grau no Paraná e que ingressou dia 10 de Outubro de 2008, sofra punição administrativa e jurisdicional pelo que tenha praticado.

Causa espécie o que começa a ser sugerido e isto porque, às vezes, juízes- como aconteceu recentemente, falam alguns em compra e em vendas de sentença e outro se julgam donos da verdade que criam e condenam pessoas inocentes a pagar indenizações descabidas, sujeitando alguns réus a pagar, em dinheiro, altos valores para os estelionatários das portas do Fórum.

Indicar nomes e graduar a decisão não é de bom alvitre porque são os maus e sobre os quais Ruy definiu côo os Reis da Anarquia.

Nesses casos impõe a lei da chibatas, a qual foi apodada por RUY “como a Rainha da anarquia (Carta de Ruy Barbosa a Evaristo de Moraes em 26 de outubro de 1911).

Que tristeza: um magistrado da estatura integra de um MARIO HELTON JORGE de repente se vê envolvido num processo que tem, apesar a explosão momentânea de uma opinião!

Mas enfim, e às vezes – e eu de mim penso -: Os homens públicos tropeçam e se enredam na má colocação de certos substantivos e sinônimos que fazem do vernáculo uma espécie de guilhotina para ferir corpos.

“O Nordestino é, antes de tudo, um forte.” Essa é uma das frases mais famosas da literatura brasileira e foi dita por Euclides da Cunha na obra “Os Sertões”, publicada em 1902.

Diante disso já se pode deduzir que o juiz Dr. MARIO HELTON JORGE já se desculpou. Aliás, se olharmos para o próprio íntimo iremos encontrar a alma do sertanejo aliada à vida de toda uma nação.

ARTIGO DE OSMANN DE OLIVEIRA!

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