Em entrevista, Moro vai diminuir secretarias e priorizar algumas ações no governo em 2027

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O governador eleito do Paraná, senador Sérgio Moro, afirmou que pretende reduzir o número de secretarias estaduais e priorizar a saúde e o combate ao crime organizado a partir de janeiro de 2027. Em entrevista ao repórter Rodrigo Leite, da Band Paraná, ele também anunciou a formação de uma equipe de transição e disse que trabalhará para ampliar a votação de Flávio Bolsonaro no segundo turno da eleição presidencial.

“Nosso grande legado vai ser fazer um governo honesto e um governo ao mesmo tempo que seja eficiente, focado em resolver o problema das pessoas”, declarou.

Moro promete reduzir secretarias

Segundo Moro, o estado tem atualmente 24 secretarias, estrutura que considera excessiva. O governador eleito não informou quantas pastas pretende manter nem quais poderão ser extintas ou incorporadas.

“O Paraná não precisa ter 24 secretários e nós vamos colocar nessas posições pessoas preparadas, competentes, habilitadas tecnicamente para fazer o seu trabalho.”

Ele afirmou que a economia com a estrutura administrativa permitirá direcionar mais recursos para serviços públicos, como saúde, educação e infraestrutura.

Saúde e segurança serão prioridades

Moro apontou duas áreas como prioridades para o início da gestão:

  • Saúde: implantação da proposta que chamou de “tabela SUS paranaense”, para enfrentar o que considera um financiamento insuficiente do setor.
  • Segurança pública: criação de forças-tarefas para desmantelar quadrilhas do crime organizado que atuam no estado.

O governador eleito disse que essas medidas buscam enfrentar problemas que afetam diretamente as famílias paranaenses.

Ratinho Junior oferece apoio à transição, diz Moro

Moro relatou ter recebido uma ligação do governador Ratinho Junior na manhã após a eleição, com uma mensagem de parabéns e uma oferta de apoio à transição.

“Nós não somos adversários, o Ratinho Júnior até me ligou pela manhã parabenizando pela vitória, se colocando à disposição para a transição. Espero que isso se confirme.”

Segundo o senador, a vitória no primeiro turno permite antecipar a preparação da nova gestão e evitar interrupções em serviços e obras.

“Respeitamos o que foi feito no passado, respeitamos o que está sendo feito no presente, mas vamos trabalhar no futuro melhor para o Paraná.”

Apoio a Flávio Bolsonaro e críticas a Lula

Na disputa presidencial, Moro afirmou que atuará para ampliar o apoio a Flávio Bolsonaro no Paraná. Na avaliação dele, o desempenho da direita nas eleições indica um cenário favorável ao candidato no segundo turno contra Luiz Inácio Lula da Silva.

“Vamos trabalhar, aliás, com afinco, até para aumentar a votação aqui de Flávio no Paraná.”

Moro fez críticas ao governo federal e atribuiu à gestão Lula problemas como endividamento das famílias, juros elevados e avanço da criminalidade. Também afirmou que sua candidatura representou uma oposição ao projeto político do PT no estado.

O governador eleito defendeu uma administração mais enxuta, com escolhas técnicas para os cargos, e avaliou que um eventual alinhamento com o próximo governo federal poderá favorecer investimentos e demandas do Paraná.

Votação nos grandes centros sinalizou vitória

Ao comentar o resultado, Moro disse que acompanhou a apuração com apreensão, mas ganhou confiança ao observar seu desempenho nos principais centros urbanos. Ele destacou:

  • Curitiba;
  • Maringá;
  • Londrina;
  • Cascavel;
  • Ponta Grossa.

Segundo o senador, a votação expressiva nessas cidades indicou que a vitória no primeiro turno estava próxima.

“Tinha pesquisas em vários sentidos que apontavam chance da nossa vitória no primeiro turno e eram nessas que nós acreditávamos. E estávamos corretos.”

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