ÊNIO, GLEISI E PADILHA ESTIVERAM  NA MANSÃO DO LOBBY? COMO A FICTOR TENTOU GERIR RECURSOS DE ITAIPU E FRAUDAR DEPOIMENTO NA CPI DO INSS

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O Estadão revelou na última semana, que investigada pela Polícia Federal e com dívidas de R$ 4 bilhões, a empresa de investimentos Fictor transformou uma mansão de 497 metros quadrados no Lago Sul, em Brasília, em ponto estratégico de articulação política. O imóvel, na área mais nobre da capital, recebeu integrantes do governo federal e teria sediado reunião para a produção de um dossiê contra uma testemunha da CPMI do INSS, com objetivo de fortalecer a bancada governista.

A Fictor ganhou projeção ao anunciar, em novembro de 2025, a compra do banco Master em consórcio com investidores dos Emirados Árabes não identificados. No dia seguinte, o banco foi liquidado, seu dono acabou preso e as investigações avançaram sobre a própria empresa.

Antes da derrocada, a companhia já buscava ampliar sua influência em Brasília. Segundo o Estadão, o consultor Felipe Alcântara promoveu encontro entre o deputado Paulo Pimenta (PT) e o ex-policial Rogério Giglio, que depois afirmou ter sido pago por representantes da Fictor para produzir material usado na CPMI. Pimenta disse desconhecer que a casa pertencia à empresa.

A mansão também recebeu dirigentes petistas como Gleisi Hoffmann, Alexandre Padilha e o diretor-geral de Itaipu, Ênio Verri — todos negaram ter tratado de negócios com a Fictor. Alugada até dezembro de 2025 pelo ex-sócio Luis Phillippi Rubini — hoje credor em R$ 35 milhões —, a casa do Lago Sul virou símbolo da tentativa de uma empresa sob investigação de ganhar espaço nos salões do poder.

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