FACHIN VAI ENVERGONHAR OU ORGULHAR O POVO PARANAENSE?

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O ministro Edson Fachin chegou ao STF com o respaldo político de praticamente todo o Paraná. Agora, mais de uma década depois, é o próprio ministro quem terá nas mãos uma decisão capaz de marcar sua passagem pela Suprema Corte. Fachin marcou para 15 de setembro uma sessão extraordinária do Plenário para discutir a possível investigação envolvendo o ministro Alexandre de Moraes, em meio às revelações relacionadas ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Ao mesmo tempo, Fachin retirou de Moraes a relatoria do chamado inquérito das fake news, que tramita desde 2019.

UMA PIZZA A “LA MODA DA CASA DA vERGONHA”?                                                                                                                           

É justamente aí que começa a cobrança. Fachin terá a oportunidade de mostrar se o Supremo está disposto a investigar a si próprio com a mesma disposição com que investiga os outros. Ou se, mais uma vez, o corporativismo falará mais alto e a crise terminará em uma grande pizza institucional.

  O ministro, que recebeu apoio suprapartidário da bancada paranaense quando chegou ao STF, agora enfrenta uma situação que ultrapassa os limites de uma simples disputa interna entre ministros. As denúncias e mensagens envolvendo Vorcaro e Moraes colocaram sob questionamento a relação entre integrantes da Suprema Corte, empresários e interesses privados. As suspeitas ainda precisam ser devidamente apuradas — e justamente por isso não podem ser simplesmente empurradas para baixo do tapete.

BIOGRAFIA E APOIOS

Luiz Edson Fachin foi empossado originalmente como ministro do STF em 16 de junho de 2015, após indicação pela ex-presidente Dilma Rousseff na vaga decorrente da aposentadoria de Joaquim Barbosa. É graduado em Direito pela UFPR – Universidade Federal do Paraná (1980), foi procurador do Estado do Paraná. A indicação de Fachin, foi defendida por Beto Richa (PSDB), governador do Paraná na época, pelo prefeito Gustavo Fruet, por  Rafael Greca  e  também por Álvaro Dias (ainda no PSDB) e era o senador pelo Paraná. Sergio Moro também apoiou ações de Fachin, principalmente no início quando ele se tornou relator da lava jato.

FACHIN VAI “FACHINAR” OU ESCANCARAR O LADO PETISTA?

Em 2 de fevereiro de 2017, foi sorteado relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), em substituição ao ministro Teori Zavascki, morto em um acidente aéreo em Paraty, na costa sul fluminense. Em 2018, já como ministro do STF, Fachin já era apontado pela imprensa como um esquerdista convertido em “herói do PT” por conta de suas decisões. Em 8 de março de 2021 , a verdadeira face foi demonstrada com uma decisão monocrática Fachin anulou todos  os processos contra o ex-presidente  Lula da Silva, na 13ª Vara Federal de Curitiba, tornou o petista elegível novamente.Com isso, ele se candidatou nas  eleições presidenciais de outubro de 2022 e venceu Jair Bolsonaro.

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