Uma entidade que deveria representar os interesses do setor produtivo pode estar se transformando, na prática, em um palco de projeção política pessoal. Nos bastidores da política paranaense, cresce a avaliação de que a estrutura institucional da Federação das Indústrias do Paraná (FIEP) vem sendo utilizada como vitrine para ambições eleitorais, especialmente com vistas às eleições de 2026.
O atual presidente da entidade, Edson Vasconcelos, tem ampliado sua presença política em agendas públicas, eventos institucionais e manifestações sobre temas que extrapolam o papel tradicional de representação empresarial e o suspeito uso do dinheiro de arrecadação da entidade para agradar alguns parceiros de divulgação e também ataques de interesse do presidente. Nos círculos políticos, já não é segredo que seu nome começa a ser ventilado como possível candidato a vice-governador, o que levanta um debate inevitável: até que ponto uma entidade privada pode ser utilizada como trampolim político?
PERSONA NON GRATA EM PARANAGUÁ:
A tensão ganhou novos contornos após a Câmara Municipal de Paranaguá aprovar, por unanimidade em abril de 2025, uma moção declarando Edson Vasconcelos persona non grata no município. A decisão foi motivada por críticas e posicionamentos considerados ofensivos à cidade, ao governo estadual e, principalmente, ao Porto de Paranaguá — um dos principais motores econômicos do Paraná. O episódio expôs um clima de confronto político que extrapola o debate institucional e reforça a percepção de que a atuação do dirigente empresarial tem assumido um tom cada vez mais político e o uso do dinheiro da entidade para o sonho de ser o vice-governador.
CONTRATOS E QUESTIONAMENTOS
Outro ponto que tem gerado questionamentos envolve contratos de consultoria firmados com Luiz Dividino, ex-dirigente do Porto de Paranaguá. Até hoje, segundo críticos, os valores envolvidos não foram detalhados publicamente, o que alimenta dúvidas sobre a transparência dessas contratações. Qual é o valor milionário desta consultoria e quantas foram?
GASTOS SOB OBSERVAÇÃO
Nos últimos dias, também ganharam repercussão questionamentos sobre gastos da entidade na revista VEJA, especialmente relacionados a projetos de jardinagem e investimentos em publicidade institucional. Embora tais despesas possam fazer parte da gestão administrativa, críticos afirmam que os valores e critérios deveriam ser apresentados com maior transparência, considerando que os recursos têm origem nas contribuições do setor empresarial.
Afinal, a pergunta que começa a circular nos bastidores é simples e direta: a entidade está servindo ao setor produtivo — ou a um projeto político pessoal?
14 CONTRATOS DE JARDINAGENS?
JARDINS MILIONÁRIOS DA FIEP ENTRAM NO RADAR DAS AUTORIDADES
— Gastos com jardinagem saltam de R$ 13,7 milhões para cerca de R$ 53 milhões e contratos concentrados em uma única empresa levantam suspeitas; denúncia repercute após reportagem da Veja
Em tempos de aperto econômico, inflação persistente e empresários cobrando eficiência das instituições que os representam, um assunto curioso para não dizer escandaloso começa a florescer nos jardins do Sistema FIEP. E não são apenas flores.
Os gastos da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (FIEP) com serviços de jardinagem cresceram de forma vertiginosa entre 2024 e 2025. O que antes girava em torno de R$ 13,7 milhões agora alcança cifras que beiram R$ 53 milhões em contratos vigentes. Um salto que faria qualquer paisagista acreditar em milagres botânicos, como também destacou a Folha do Litoral na última edição.
Mas o dado que realmente chama atenção não está apenas no valor e sim na concentração dos contratos. Segundo informações divulgadas pela revista Veja, são 14 contratos de jardinagem ativos no Sistema FIEP, todos prestados pela mesma empresa Top Service Serviços e Sistemas S/A, sediada em São Paulo e com um histórico de questionamentos judiciais.
A coincidência estatística é tão impressionante quanto um jardim que cresce da noite para o dia.
De acordo com reportagem publicada nesta quinta-feira pela Veja, o deputado estadual Denian Couto (Podemos) prepara para a próxima semana a apresentação de levantamentos que apontariam potenciais irregularidades na administração da entidade. Entre os documentos reunidos, também aparecem gastos considerados incomuns com publicidade e viagens durante a gestão de Edson Vasconcelos à frente da instituição.
Segundo reportagem publicada pela Veja, o presidente da Federação das Indústrias do Estado do Paraná, Edson Vasconcelos, tem circulado em Brasília levado pelo senador Sergio Moro em agendas políticas recentes dentro da articulação estadual do ex-juiz. Ao mesmo tempo em que aparece como peça do tabuleiro eleitoral, Vasconcelos também trava disputas de bastidores e resiste a abrir espaço ao PP e ao projeto do chamado União Progressistas no Paraná, uma postura curiosa para alguém que tenta crescer politicamente enquanto sua gestão na entidade começa a ser questionada.
Se esses contratos floresceram desse jeito, alguém precisa explicar quem está adubando esse jardim milionário.
Se continuar nesse ritmo, a FIEP vai deixar de representar a indústria e passar a disputar prêmio de jardim botânico mais caro do Brasil. Nunca se investiu tanto em grama enquanto muita gente tenta entender onde está a raiz do problema.
DIVIDINO NA APPA E O PEDIDO DE DESCULPA
O cascavelense Edson Vasconcelos se realmente foi mordido pela mosca azul e encarar a candidatura, terá que primeiramente ir até Paranaguá , juntamente com seu caríssimo consultor Luiz Dividino e pedir desculpas a toda população e aos vereadores para que retirem o título de PERSONA NON GRATA por unanimidade na Câmara Municipal.

Luiz Polaco, Dividino e Beto Richa.
O pior de toda essa história que já se levanta nos bastidores é que Luiz Henrique Tessuti Dividino, que algumas vezes brincavam o chamando de “Dividindo Alegrias” no terminal portuário, será indicado para direção do porto, caso Moro vença as eleições de 2026. Dividino, que já é bem conhecido por muitas mutretas do tempo do governo Beto Richa na APPA lá por Antonina, está mais faceiro que pinto no lixo divulgando essa nova parceria entre Moro e Vasconcelos.
Dividino além do mais foi o grande o consultor da FIEP, contratato por Vasconcelos, sem licitação para ataca o porto, por valores milionários e trancados na Caixa Preta da entidade, que até hoje não conseguimos saber mesmo com vários e-mails e telefones solicitado estes números.
OS PARANAENSES E O CANDIDATO SERGIO MORO TEM QUE SABER O QUANTO ANTES COM QUEM ESTÁ SE ENVOLVENDO PARA NÃO ENTRAR NO FAMOSO CASO “ JARDIM DOS GASTOS BABILÔNICOS”!!