Divisão dos recursos provoca forrobodó nos bastidores e candidatos proporcionais ameaçam cobrar sua fatia do caixa eleitoral
Segundo o site Angelo Rigon, um tremendo forrobodó tomou conta dos bastidores do PL já no segundo dia de campanha. O motivo da bronca é daqueles que fazem político perder o sono: quanto cada candidato vai abocanhar do Fundão Eleitoral.
O PL nacional vai receber R$ 881,7 milhões do bolo , a maior fatia do Fundo Eleitoral dos partidos. No Paraná, a verba não foi repassada, porém, deputados e candidatos proporcionais estariam reclamando que a candidatura de Sérgio Moro ao governo estaria concentrando recursos demais, deixando pouco para quem precisa disputar vagas na Câmara Federal e na Assembleia Legislativa.
Nos bastidores, o comentário é que Moro e Filipe Barros estariam bem animados para fazer uma campanha mais abastada, enquanto os candidatos proporcionais correriam o risco de ficar com a tarefa de puxar votos e carregar o time nas costas.
O buchicho já teria chegado à Assembleia, onde integrantes do comando partidário estariam tentando abafar o caso antes que a discussão ganhe onda dentro do PL.
Só que alguns candidatos considerados eleitoralmente fortes não parecem dispostos a ficar chupando no dedo. Nomes como Ricardo Arruda, Fernando e Flávia Francischini, Mauro Moraes, Tito e Tati Barichello, Jacovós e outros candidatos querem saber qual será o tamanho da sua fatia do bolo, enquanto que Tamura, Ribeiro e Souza já sabem que o troco vai ser pouco pelo que tanto que imaginavam receber.
Se a divisão continuar desagradando, a promessa é de que alguns vão colocar a boca no trombone.
OLÍMPIO JÁ DEU O PRIMEIRO SINAL …..
Um dos primeiros a reclamar publicamente foi Olímpio Araújo Junior, candidato a deputado federal pelo Paraná e líder do PL na Câmara de Curitiba.
No domingo (16), ele afirmou nas redes sociais que iniciaria a campanha sem receber recursos do Fundo Eleitoral e sem doações de pessoas físicas. Disse ainda que, até aquele momento, não havia recebido “absolutamente nenhum centavo” e que sua campanha não teria a tradicional estrutura de adesivos, faixas, panfletos e bandeiras.
Depois da repercussão, Olímpio teria desmentido a informação no site Politiza, classificando o episódio como “fake news”.
O recuo provocou comentários nos bastidores. Afinal, teria sido apenas uma correção de rota ou alguém deu um puxão de orelha?
O certo é que Olímpio colocou gasolina na fogueira — e os caciques do PL agora terão de correr para apagar o fogo antes que o forrobodó do Fundão vire uma rebelião eleitoral.

