FUNDO PARTIDÁRIO E FUNDO ELEITORAL- COLUNA DE MANO PREISNER / CASCAVEL

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ALEXANDRE CURI

A maioria dos amigos aqui do Oeste que eu costumo ouvir para decidir meu voto pretende apoiar Alexandre Curi para a sucessão do Ratinho Júnior. Igualmente, a maioria das lideranças com quem converso torce para que o governador Ratinho anuncie o apoio ao presidente da Assembléia. Melhor articulação, grupos de seguidores consolidados em todo o estado, melhor desempenho em todas as pesquisas, em relação ao “adversário” Guto Silva, são alguns dos motivos que levam as pessoas com experiência eleitoral a optar pelo Alexandre. Possibilidade concreta, anunciada publicamente, de ter como vice o Rafael Greca, aumenta ainda mais a viabilidade do neto do Aníbal. O apoio, ao Alexandre, do primo dele, prefeito de Curitiba e tido como um político de maior potencial de crescimento no estado. O peso de dezenas de deputados estaduais e federais, centenas de prefeitos e milhares de vereadores.

O apoio ao Guto Silva, que tem como maior credencial a amizade pessoal com Ratinho Júnior, pode esfacelar o grupo fortíssimo que deu suporte ao governador nos últimos sete anos. Todas essas pessoas que ouvi são leais ao Ratinho, vão com ele até o final da sua disputa pela Presidência, mas consideram um grave erro, quase um suicídio, apoiar um candidato de desempenho fraco nas pesquisas e no cooptação de lideranças, mesmo recebendo valores bilionários para distribuir aos municípios, para viabilizar seu nome em todo o Paraná.

Concorrer à Presidência sem o apoio, no seu próprio estado, do líder momentâneo nas pesquisas, Sérgio Moro, já é um risco enorme. Esfacelar seu grupo, permitindo a saída de lideranças como Rafael Greca, Alexandre Curi, e abrindo mão de duas ou três dezenas de deputados, esquecendo a boa intenção de voto provada nas pesquisas, não me parece ser decisão muito inteligente, para ser educado.

Alguma coisa equivalente àquela atitude do Sérgio Moro quando, admirado no mundo todo pela atuação inédita na Lava Jato, aceitou ser subordinado do Jair Bolsonaro como ministro demissível a qualquer momento, o que acabou acontecendo.

FUNDO PARTIDÁRIO E FUNDO ELEITORAL

Eu não sou totalmente contrário à proibição de financiamento de empresas a candidatos, porque empresário não dá nada a ninguém. Eles investem na política, e cobram muito caro como devolução. Mas acho um pouco exagerado o valor destinado pelo orçamento às campanhas e ao partido, criado para substituir o empresariado. Na verdade, e como não me preocupava com o assunto, nem sabia que não existe apenas um fundo destinado à classe política. Para tristeza dos radicais que acham que tudo que vem da política e dos políticos é errado, informo que não existe UM fundo. São DOIS.

  1. Fundo Partidário: é um fundo destinado ao pagamento das despesas dos partidos com funcionários, aluguéis, e todas as despesas necessárias para o funcionamento cotidiano do Partido. Total do custo para o povo em 2025: R$ 1.100 BILHÃO.  Fundo pago todos os anos.
  2. Fundo Eleitoral: pago a cada eleição, ou seja, a cada dois anos. Partidos distribuem entre seus candidatos, sem critérios claros dessa distribuição interna. Total previsto para o bolso do povo em 2026: quase R$ 5 BILHÕES.

O Partido que mais recebe nos dois fundos é o PL, após o crescimento que teve sua bancada da Câmara Federal na esteira do bolsonarismo.

O segundo partido que mais recebe é o PT. Em 2025 o partido recebeu do Fundo Partidário R$ 140 MILHÕES, (despesas de rotina) valor um pouco menor do que o valor que receberá este ano. Já no Fundo Eleitoral, deverá receber em 2026 uns centavos a menos que R$ 620 MILHÕES.

(Legalmente, sem nenhum chuncho extra, sem Vorcaro ou a Odebrecht, que voltou a usar o nome após um período, quando atuou como Novonor, para amenizar a vergonha.)

Para finalizar: este ano, o povo pagará ao PT –  legalmente, repito, sem nenhum tipo de chuncho, um valor de R$ 760 MILHÕES. O PL receberá ainda mais.

Porque cito apenas o PT e seus valores? Porque, recebendo essa montanha de dinheiro da população, será que os companheirinhos não poderiam financiar seus filmes, como O Agente Secreto e Ainda Estou Aqui? Pagar pela propaganda, como nos EUA, com seu dinheiro? Será que precisam ir rapar o tacho no Fundo Setorial de Audiovisual da Ancine pra produzir seus filmes?

Parecem gafanhotos, dizimando todos os recursos possíveis.

LULA, O FILHO DO BRASIL

O uso de dinheiro do povo para custear propagandas políticas é tão antiga quanto a prostituição. Só que menos agradável. O filme do Lula, em 2009, foi financiado pela Camargo Corrêa, OAS, Odebrecht, SENAI, Telemar, Neoenergia, e mais uma dezena de outros fornecedores do governo. O futuro mostrou o resultado. Sob esse ângulo, esses fundos eleitorais e partidários teriam um ótimo custo/benefício. O problema é que eles gastam os Fundos, mais os desvios do INSS, mais as comissões das obras, mais os “centavos” do Vorcaro, e por aí afora. 

CHUVA ARTIFICIAL NA CHINA

Sonho antigo da humanidade, o controle das condições climáticas para o cultivo de alimentos voltou a ser uma prioridade na China. Artigo do Deputado Dilceu Sperafico, com redação final do eficiente Luiz Alberto Martins da Costa, publicado esta semana, mostra os detalhes das operações que visam combater as secas que prejudicam as safras. Experiências recentes mostraram avanços significativos nas técnicas utilizadas, com aumento de milhões de toneladas de chuva em 10 regiões suscetíveis à seca, testadas em março do ano passado.

Os primeiros testes para a semeadura de chuva ocorreram há sete décadas, e apenas agora abriu-se a possibilidade concreta da utilização desse método. Estão superadas parcialmente as dúvidas em relação aos riscos ambientais e aos impactos dos produtos químicos utilizados, além dos possíveis danos à saúde da população de áreas vizinhas, decorrentes de alterações nos padrões de chuva.

Como o modelo de irrigação artificial está praticamente esgotado no Brasil, e mais ainda nos outros países, devido à óbvia insuficiência de água nos nossos rios, além das brutais e instantâneas conseqüências ambientais, a chuva artificial poderia eliminar a possibilidade de falta de alimentos no mundo.

O tema é controverso, e tem oposição ferrenha daquele povo faceiro que milita no lucrativo campo da “defesa” do meio ambiente. Aquela turma que gosta mais de mico-leão dourado que de leite para as crianças. 

Mas como sonhar não custa nada….  

O AGENTE SECRETO

Não sou a pessoa mais indicada para escrever sobre qualquer tipo de arte. Tenho meus próprios parâmetros. Só assisto alguma coisa que, ao terminar, deixe uma sensação boa, alegre. Não tenho interesse em filmes, músicas, pinturas, livros, ou seja, lá o que for, com mensagens políticas, religiosas, sociais. Simplesmente porque prefiro aprender as coisas ao vivo, sem influencias, sem opiniões vindas de terceiros.

Não me interessam as tendências do Wagner Moura, do Caetano Veloso, do Picasso, do Jorge Amado ou do Alexandre Garcia.

Quero analisar a religião pela Bíblia, não pelo padre despreparado ou pelo pastor monetarista.

Como não sofro da doença da morbidez, é claro que não assisto noticiários que abusam do sangue, como tantos que almoçam assistindo o Batatinha e não desgrudam da tela enquanto tiver notícia de mortes. E sou inconformado com o uso de dinheiro público para mostrar o lado mais feio do meu país.

Dito isso, vamos ao O Agente Secreto.

Pra          quem não assistiu, conto o começo do filme, e não é um começo rápido. Demora vários minutos.

Começa com o Wagner Moura chegando num posto de combustível no Nordeste, miserável e sujo. Poucos metros da bomba, um cadáver estirado no chão, há vários dias. Coberto por jornais. O atendente diz que a Polícia foi avisada, assim que der eles vêm ver o caso. Logo depois, uns bandos de cachorros vadios começam a morder o corpo, afastando as moscas.

Segunda cena: em uma casa miserável, alguma autoridade, talvez da área da saúde pública, examina um grande peixe, sobre uma mesa, quem sabe um tubarão, apodrecido, com um grande corte na barriga. Expõe dentro uma perna humana, também podre.

Meia hora depois, o filme vai revelando seu enredo, com o Wagner Moura sendo um ativista de esquerda que combate a corrupção de uma autoridade federal, que chefia alguns assassinos de aluguel que, obviamente, tentam matar o agente secreto corajoso e incorruptível. Coisa inédita, que imaginação! Corrupção nesse Brasil tão sério, de onde o autor tirou isso? Ministro ladrão?!?!

Amigos, não tenho como avaliar a qualidade do filme, a fotografia, a técnica, o desempenho de atores. Não sou cineasta, assisto, leio, ouço, para melhorar meu dia, não para pensar em problemas que não sei e nem quero resolver. Tipo esquerda e direita, corrupção que existia antes e agora o Alexandre de Moraes e o Toffoli eliminaram do Brasil, graças a Deus. (Contém ironia). Assisti esse filme até fim porque achava que uma hora ia ser menos ruim que o começo.

O que sei é que o Agente Secreto é um dos filmes mais asquerosos e nojentos que já assisti. Como disse antes, não sou parâmetro para mudar opiniões. Tenho estômago fraco pra coisas nojentas. Corpo comido por cachorros, peixe podre, pernas humanas na barriga do tal peixe podre, têm seu público, tem quem goste desse tipo de arte. Por mim, quem produziu isso pode ir pra PQP. E quem usou dinheiro público para mostrar o que de pior existiu no Brasil deve ir preso.  

NOTINHAS CURTAS

1-MENDONÇA: para o direitista que anda todo animadinho com o desempenho do Ministro terrivelmente evangélico, sugiro ir devagar com o andor. Para não ficar triste em breve. Primeiro, ele não é dono das decisões. No máximo pode mostrar as provas e matar o que já está morto: o crédito do STF. Segundo, é mentira que o Vorcaro “vai contar tudo”. Se tocar no nome de um único ministro, a delação vai para a gaveta. Terceiro, o Mendonça, atualmente faceiríssimo com a fama, não é aquela rocha no quesito integridade.

2-A Venezuela já recebeu adiantamentos bilionários das empresas petrolíferas após a saída do Maduro. Logo começa a reconstrução do país. Tenho sugestão: vamos imitar o que deu certo. Declaramos guerra aos EUA. Eles vêm, assumem a Petrobrás, o Banco Central, imaginem o lucro com ações honestas. Só teríamos problemas se a gente ganhasse a guerra…

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