Lentamente, as pessoas mais esclarecidas começam a ver o governo municipal de Cascavel sob a ótica correta. São muitas as pessoas, hoje, que criticam o gasto exagerado com propaganda em Cascavel. Que entendem que temos uma prefeitura frágil, sem projeto, sem planejamento, sem pensar o futuro. As obras do BID foram concluídas, pagas, (o dinheiro estava depositado na conta quando Paranhos assumiu) e as poucas obras dos últimos seis anos são quase que automáticas, rotineiras. Tapar buracos nas ruas, pintar as faixas e o meio-fio, pagar a empresa que faz a limpeza da cidade, que está muito limpa, encher a cidade de radares que geram milhões em multas a cada ano (milhões esses que são menos de um terço da arrecadação total das multas, não perguntem por que) de vez em quando um recurso federal para reformar uma escola, ou um posto de saúde, e muita atenção aos companheiros da imprensa.
Toda essa pequenez administrativa ficou escondida por alguns anos, e só agora as pessoas começam a ver que temos uma gestão pobre, sem inovação, sem nenhum destaque a não ser os diplomas comprados de “3ª. melhor cidade…”, ou “2ª. melhor cidade…”, e no próximo ano “A Melhor cidade do Brasil”.
Por que chamo de “governo de perfumaria”?
Vou dar uns exemplos: a pista do aeroporto de Cascavel é problemática, perigosa, ocasionando seguidos cancelamentos de pousos e decolagens. As reclamações são gerais, mas é difícil consertar, precisa trabalho competente. Então, faz um predinho, inaugura e anuncia que é o melhor aeroporto de Brasil. Muitos ingênuos acreditam.
O Córrego Bezerra, em plena Avenida Brasil, na baixada da FAG, está poluído, com um cheiro horrível em muitos dias? Sim, é um fato. Faz uma pista de caminhada, ilumina o entorno, chama de EcoparK, o povão gosta e o fedor continua. Perfumaria.
Temos 5.000 mães que precisam trabalhar, mas não tem onde deixar os filhos. Quantas creches o Paranhos construiu? Entre na Internet, por favor, e compare as últimas gestões. Quantas creches os prefeitos anteriores, Lisias, Edgar, construíram? Quantas casas populares o Paranhos construiu? Quantas casas populares o Lisias e o Edgar construíram?
E por aí afora.
Os concessionários de pedágio roubaram bilhões, foram pegos e confessaram os roubos. BILHÕES.
Acertaram com o Ministério Público Federal um vergonhoso Acordo de Leniência e deram um desconto na tarifa por alguns poucos meses, pagaram “Trezentos Milhões”, entre aspas, em obras superfaturadas e estão firmes por aí, livres e soltos, prontos para ganhar a nova licitação que vai ser feita no modelo Tarcisio. E aí aparece o Paranhos dizendo que é sua a obra do Trevo Cataratas, anunciada por R$ 135 Milhões e feitas pela Construtora JL por R$ 45 Milhões, pagas pela concessionária com uma parte quase insignificante do dinheiro roubado.
Denúncias de secretários sérios como o Juarez Berté, que impediu um desfalque maior no caso das pontes do Ecopark Morumbi, são escondidas pela mídia que consome fortunas a cada ano do dinheiro dos impostos. Chegou esta gestão ao cúmulo de defender com unhas, dentes e ameaças aos vereadores, um empresário que declarou publicamente, e confirmando depois na Câmara e ao GAECO, que vai pagar pelo aumento do perímetro urbano aos “bons políticos que vão lhe dar lucro” e tudo está embaixo do tapete, com exceção do jornal Gazeta do Paraná e da CATV, onde as propinas foram confessadas.
Tá ruim a coisa em Cascavel. Ficaríamos horas escrevendo para contar tudo que acontece no Paço, que mantém o controle total das instituições que deveriam fiscalizar e debater os malfeitos.
NO MÊS DOS NAMORADOS:
ONDA DE CIÚMES EM CASCAVEL
Venho aqui dar meu total apoio ao pessoal que comanda a cidade, prestar solidariedade nesse momento de desmoralização exagerada. A pauleira em cima da Prefeitura e da Câmara pela aprovação do perímetro absurdo, que aumenta a área urbana ocupada desde a fundação da cidade em modestos 55%, de uma só vez, logo vai passar. Basta que o prefeito não fale nada sobre o tema, os vereadores idem, que se distribua uns trocos a mais nos próximos meses que tudo cai no esquecimento.
Algumas poucas opiniões que submeto à apreciação dos meus quatro leitores:
- Os aumentos de perímetro urbano, que multiplicam por vinte o valor das áreas incluídas, historicamente são o “Natal” dos políticos. O comércio tem Dia Das Mães, Páscoa, o setor de hotéis e restaurantes tem o Show Rural da Coopavel, a imprensa de vez em quando acha prefeitos generosos que não se importam muito com o dinheiro público, e por aí afora. Os políticos que mandam também merecem ter a compensação pela vitória, um “Natal”, porque com salários baixos de vinte, trinta mil reais não dá pra ser feliz, não é?
- Se for olhar bem, a gritaria maior no momento é dos candidatos a prefeito e vereador da próxima gestão. Não vão ter esse “Natal” que teriam em épocas normais. O aumento aprovado agora é para muitas décadas, no mínimo até o século 24.
- Isso sim é planejar o futuro. Esse problema de propina a cada aumento, acabou. O Alexandre de Moraes vai chegar ao fim do seu mandato no STF em 2043, o advogado do Lula, Zanin, em 2050, o mundo vai ser outro, a Gazela Saltitante vai casar com uma mulher, e não precisaremos mais de aumento da área urbana por aqui. O GAECO não vai precisar fingir que está investigando.
- O Chico Simeão é o único injustiçado. Vai, por linhas tortas, ou meio tortas, gerar empregos, vai construir prédios, pessoas humildes vão ter um (bem pequeninho) teto, etc… O Simeão não é o problema. Só tomou umas a mais e contou o que todos sabiam. Assim como os dez colegas ministros do STF amam o Xandão de paixão, porque tirou o ódio da população da instituição e concentrou nele, Xandão, os verdadeiros beneficiários do aumento, que não têm qualquer projeto, nenhuma proposta de geração de nada, aqueles do outro lado da cidade, estão felizes da vida com a pisada de bola do Simeão, ao concentrar no seu projeto todas as acusações. Virou o único corruptor, o pobre Simeão.
- Será que tem alguém por aí que acha que todas as outras áreas incluídas no novo perímetro saíram de graça? Os caras estão vibrando com a assumida, pelo Simeão, de toda a corrupção.
- O fato dos prédios do Simeão estarem agora legalmente autorizados a serem edificados e vendidos sem garagem, sem muita área para a prefeitura (os terrenos públicos que não forem ocupados por escolas, postos de saúde, etc., em cinco anos, serão vendidos) é apenas um detalhe. Pra que garagem, escola, posto de saúde? Quem precisar, que estacione na rua, quem quer escola que vá a pé.
- Ao contrário do que os críticos estão falando, a redução do tamanho dos terrenos, doravante (doravante é bom, não?) com tamanho mínimo de 150 m2, facilita a interação entre as pessoas. Uma pessoa passa a ser quase um morador nas casas vizinhas, pois sabe o que está sendo servido no almoço, conhece os problemas da família vizinha, pois ouve as discussões, sabe se o casal do lado faz sexo, pelos gemidos, pelo ranger da cama. Sentem-se todos mais seguros, porque nenhum assaltante vai entrar lá, tendo que cochichar “não se mexam que mato todos!”.
- O comércio local está feliz da vida, o movimento financeiro dobrou logo após a aprovação da nova lei. Mulheres dos legisladores encheram o Paraguaizinho nesta quinta-feira. A piazada ganhou hambúrguer, as prainhas do Lago de Itaipu vão lotar no feriadão, as namoradas dos vereadores vão ganhar pulseiras, as melhores vão trocar o Ford Ka, e no lado do Executivo o negócio é mais chique. Europa, condomínio de luxo, é o capitalismo funcionando a todo vapor. Só se fala na propina, ninguém vê os benefícios do consumo que gira a economia e gera impostos que os governos usam honestamente para o bem coletivo.
- Os vereadores Professora Lilian e Serginho Ribeiro votaram contra todos os itens do projeto. Os outros dezenove aderiram ao capitalismo.
- Para terminar, quero dizer que a grande maioria dos críticos não está pensando no futuro da cidade. É puro ciúme. Despeito. Queriam estar no lugar dos políticos que estão rindo à toa. Uma banana pra vocês! Xô, ciumentos!!
DEPUTADO SPERAFICO: ONDE ESTOCAR AS SAFRAS?
Membro permanente da Frente da Agricultura da Câmara Federal, o Deputado Dilceu Sperafico está alertando que não existem condições de armazenamento da produção de grãos em quase todos os estados brasileiros. O agronegócio, sustentáculo do modelo econômico do país, não para de crescer, gerando um problema que não estava na programação: onde estocar tanta produção?
Os números levantados pelo Deputado mostram que é grande o risco de vermos uma parte da próxima safra desperdiçada pela diferença entre as safras crescentes e a capacidade de armazenamento quase estagnada, não acompanhando o ritmo acelerado dos produtores.
Vou trazer mais informações em breve sobre o que está sendo feito para minimizar o problema urgente.
CURTAS
MANICÕMIOS JUDICIÁRIOS: A determinação do Conselho Nacional de Justiça, de fechamento definitivo de todos os manicômios judiciários do país a partir de agosto, controverso e perigoso, vai ser assunto nas minhas próximas colunas. Já tenho dados estarrecedores. Manicômios são instituições que recebem pessoas que cometem crimes e, por doença, deficiência, são considerados inimputáveis. Como está hoje é vergonhoso, como vai ficar amanhã com os fechamentos pode ser uma tragédia.
QUE FEIO, LULA! : Passam de vinte as aldeias dos índios Guaranis do oeste do Paraná que tiveram suas cestas básicas cortadas desde janeiro, pelo Governo Lula. A chiadeira ta grande: “índio votar, índio não quer traição, quer comida!!”