GOVERNO  DE TRANSAÇÃO? EQUIPE CONTA COM 67 PESSOAS INVESTIGADAS

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É bem complicado para toda imprensa do país ter que começar a divulgar nomes de pessoas de um novo governo, que a partir de 2023 irão dirigir o futuro do país e nesta relação você citar políticos e outros integrantes que se envolveram em esquemas de corrupção, rachadinha, lavagem de dinheiro, entre outros crimes.

    Muitos deles estiveram pertinho de nós, aqui no Complexo Médico Penal do Paraná em Piraquara e também na Polícia Federal na Santa Cândida passando uma temporada. Hoje vários erguem o nariz pra mostrar que foram injustiçados mesmo devolvendo altas quantias em dinheiro de desvios que estavam no exterior e alegando que nunca tiveram nada com toda corrupção dos governos anteriores do PT.

    Um levantamento feito pelo site NOTÍCIAS R7 nesta semana demonstrou a qualidade da equipe de transição do presidente eleito, Lula da Silva (PT), na relação apresentada aparecem nada mais, nada menos que 67 pessoas que são ou já foram investigadas pelas polícias, pelos órgãos de controle ou pelo Ministério Público. Parte delas esteve envolvida em escândalos apurados pela Lava Jato, caso de Paulo Bernardo, ex-ministro do Planejamento e das Comunicações, que chegou a ser preso em 2016.

     A lista de políticos é pesada e muitos deles foram alvos da Justiça como Aloizio Mercadante, ex-ministro da Educação, da Casa Civil e da Ciência, Tecnologia e Inovação, que já respondeu a inquérito por tráfico de influência e obstrução de Justiça. Outra figura é a presidente do PT, Gleisi Hoffmann, que responde a inquérito por corrupção em contrato do antigo Ministério do Planejamento. Advogado de Lula, Cristiano Zanin foi investigado na Lava Jato do Rio de Janeiro, em 2020, por suposta participação em desvios no Sistema S.

VEJA A LISTINHA DOS INTEGRANTES QUE SÃO                                                                 OU JÁ FORAM OFICIALMENTE INVESTIGADOS: 

ÁREA DA COORDENAÇÃO:                                                                                                                    • GLEISI HOFFMANN, deputada federal: responde a inquérito por corrupção em contrato do antigo Ministério do Planejamento.                                                                 ALOIZIO MERCADANTE, ex-ministro: respondeu por tráfico de influência e obstrução de Justiça ao aconselhar o ex-senador Delcídio do Amaral a não firmar acordo de delação premiada com a Lava Jato. 

NO CONSELHO POLÍTICO:                                                                                               • ANTÔNIO BRITO, deputado federal: foi citado na Lava Jato por supostamente ter recebido recursos da Odebrecht na eleição de 2010.                                                         • LUCIANA SANTOS, vice-governadora de Pernambuco: em 2019, foi condenada pelo TJ de Pernambuco por improbidade administrativa pela contratação para gerenciar a iluminação pública da cidade.                                                                               • RENAN CALHEIROS, senador: é investigado em diversos inquéritos, sendo alvo da operação Lava Jato. Foi indiciado em 2021 pela Polícia Federal por corrupção e lavagem de dinheiro.                                                                                                               • JADER BARBALHO, senador: é investigado em diversos inquéritos, sendo alvo da operação Lava Jato.

AGRICULTURA, PECUÁRIA E ABASTECIMENTO

• CARLOS FÁVARO, senador foi investigado por omissão e improbidade administrativa num caso de possível crime ambiental em fazenda do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes.                                                                             • KÁTIA ABREU, senadora: foi investigada em um desdobramento da Operação Lava Jato por suposto recebimento de R$ 500 mil da Odebrecht por meio de caixa dois.                                                                                                                                             • NERI GELLER, deputado federal: condenado por abuso de poder econômico nas eleições de 2018. 

NA CIDADES

• MARIA FERNANDA RAMOS COELHO, ex-presidente da Caixa e membro do Consórcio Nordeste: indiciada pela Polícia Federal em operação no Banco Pan quando era da Caixa.                                                                                                                       • GERALDO MAGELA, ex-deputado federal, distrital e ex-secretário de Habitação do DF: investigado por um suposto esquema de fraude para construção de moradias e cobrança de propina.                                                                                                  • GUILHERME BOULOS, deputado federal eleito por São Paulo: acusado de dano ao patrimônio público.                                                                                                                 • MÁRCIO FRANÇA, ex-governador de São Paulo: investigado em inquérito de desvios na saúde. Foi alvo de operação da Polícia Civil em janeiro deste ano.                                    • RODRIGO NEVES, ex-prefeito de Niterói (RJ): réu por fraudes em contratos na Prefeitura de Niterói. A defesa dele disse que não existem indícios nem provas para a denúncia.

NA CIÊNCIA, TECNOLOGIA E INOVAÇÃO

• CELSO PANSERA, ex-deputado federal e ex-ministro: em 2015, foi alvo da Operação Catilinárias, deflagrada a partir de provas obtidas na Operação Lava Jato. 

NA COMUNICAÇÃO SOCIAL

ANDRÉ JANONES, deputado federal: acusado por um ex-assessor de fazer rachadinha.                                                                                                                              • MANUELA D’ÁVILA, ex-deputada federal e estadual: em 2017, foi acusada de receber caixa dois via doações de campanha. Em sua defesa, ela disse que tem a tranquilidade de quem há 13 anos constrói sua vida pública com transparência e ética.

NAS COMUNICAÇÕES                                                                                                                     • PAULO BERNARDO, ex-ministro: foi preso em 2016 em um desdobramento da Operação Lava Jato. Continua investigado em alguns processos. A defesa dele disse que a prisão foi ilegal por não preencher requisitos autorizadores.                                    • JORGE BITTAR, ex-deputado federal: acusado de receber propina da Odebrecht na Operação Lava Jato. Ele não se manifestou.

NO DESENVOLVIMENTO AGRÁRIO

• JOÃO GRANDÃO, ex-deputado federal e estadual, foi condenado pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) a 11 anos e 10 meses de prisão, em 2015.                                                                                  • MIGUEL ROSSETO, ex-ministro: quando era presidente da Petrobras Biocombustível, foi acusado de superfaturamento na compra de usinas de biodiesel na região Sul. 

NO DESENVOLVIMENTO REGIONAL

• HELDER BARBALHO, governador do Pará e ex-ministro: acusado de corrupção na compra de respiradores no auge da pandemia da Covid-19.                                             • RANDOLFE RODRIGUES, senador: acusado de ter recebido mesadas do então governador do Amapá, João Capiberibe, entre os anos de 1999 e 2002.  

NO DESENVOLVIMENTO SOCIAL

• SIMONE TEBET, senadora: foi investigada por crime de responsabilidade em dois inquéritos referentes a supostas fraudes em licitações no município de Três Lagoas (MS), onde ela foi prefeita. 

NO DIREITOS HUMANOS

• MARIA DO ROSÁRIO, deputada federal: citada nas delações da Lava Jato por, supostamente, ter recebido propina da Odebrecht.                                                           • EMÍDIO DE SOUZA, deputado estadual: teve bens bloqueados e é acusado de fraude em contratos. Teria contratado serviços sem licitação de forma irregular. Ele não se manifestou.

NA EDUCAÇÃO

• HENRIQUE PAIM, ex-ministro: denúncia feita pelo MPF contra o ex-ministro por suspeita de irregularidades em um convênio de R$ 491 mil com a ONG Central Nacional Democrática. 

NO ESPORTE

• EDINHO SILVA, prefeito de Araraquara: investigado por compra irregular de respiradores.                                                                                                                                         • NÁDIA CAMPEÃO, ex-vice-prefeita de São Paulo: foi investigada em operação de crime eleitoral e lavagem de dinheiro na campanha de 2012. 

NA IGUALDADE RACIAL

• PRETA FERREIRA, membro do Movimento sem Teto do Centro: foi presa acusada de extorsão e associação criminosa por supostamente coagir moradores a pagar taxas nas ocupações. 

INDÚSTRIA, COMÉRCIO E SERVIÇOS

• GERMANO RIGOTTO, ex-governador do Rio Grande do Sul: investigado na Lava Jato, em 2017, suspeito de receber recursos de empreiteira.

• LUCIANO COUTINHO: indiciado em 2017 pela PF na Operação Acrônimo. 

SUBGRUPO MICRO E PEQUENAS EMPRESAS

• ANDRÉ CECILIANO, presidente da Assembleia Legislativa do RJ: investigação do Ministério Público do Trabalho (MPT) de 2020 diz que Ceciliano repassava ao estado as sobras de caixa da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro. 

• PAULO OKAMOTTO, ex-presidente do SEBRAE: em 2005, foi denunciado pelas CPIs dos Bingos e do Mensalão por ter supostamente pago uma dívida de quase R$ 30 mil de Lula e não declarar a origem desses recursos. 

INFRAESTRUTURA

• ALEXANDRE SILVEIRA, senador: investigado, em 2017, com autorização do STF, por ter sido citado em lista de contribuições ilegais feitas pela Odebrecht entre 2008 e 2014. 

• MIRIAM BELCHIOR, ex-ministra e ex-presidente da Caixa: foi investigada pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM). 

• PAULO PIMENTA, deputado federal: foi investigado pela Justiça Federal por suspeitas de estelionato e lavagem de dinheiro em 2019 por suposto esquema que lesou arrozeiros em São Borja (RS). 

JUSTIÇA E SEGURANÇA PÚBLICA

• CRISTIANO ZANIN, advogado: foi investigado na Lava Jato do Rio de Janeiro, em 2020, por suposta participação em desvios no Sistema S

• FLÁVIO DINO, ex-governador do Maranhão e senador eleito: foi alvo de inquérito da PGR por suspeitas de ilegalidades em um contrato de fornecimento de combustível.

• OMAR AZIZ, senador e ex-governador do Amazonas: investigado por desvios de recursos para a área da saúde quando foi governador do Amazonas, em 2016. Meio Ambiente

• CARLOS MINC, ex-ministro: foi investigado pelo Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) por suspeita de rachadinha, chegando a ter o sigilo bancário quebrado. 

 IZABELLA TEIXEIRA, ex-ministra: foi investigada, em 2012, por suposta “pressão” para liberar o licenciamento ambiental de obra no complexo portuário da ilha de Bagres.

• JORGE VIANA, ex-governador do Acre e ex-senador: foi investigado, em 2010, suspeito de intermediar uma doação da Odebrecht no valor de R$ 2 milhões 

MINAS E ENERGIA

• ANDERSON ADAUTO, ex-ministro: condenado a três anos de prisão em regime aberto por irregularidades em concurso realizado em Uberaba (MG).

• GILES AZEVEDO, ex-secretário-executivo do Gabinete Pessoal da presidente Dilma Rousseff: investigado no principal inquérito da Lava Jato. 

PESCA

ALTEMIR GREGOLIN, ex-ministro: condenado pelo TCU por compra irregular de lanchas-patrulha em processo de 2012. 

PLANEJAMENTO, ORÇAMENTO E GESTÃO
• ENIO VERRI, deputado federal: em 2014, quando era deputado estadual, foi condenado por ato de improbidade administrativa. 

POVOS ORIGINÁRIOS

• MARCIO AUGUSTO FREITAS DE MEIRA, ex-presidente da Fundação Nacional do Índio (FUNAI): foi acusado em 2011 pelo Ministério Público Federal no DF.

• SÔNIA GUAJAJARA, deputada federal eleita: teve inquérito instaurado pela Polícia Federal em 2021 sob a acusação de difamar o governo de Jair Bolsonaro. 

PREVIDÊNCIA SOCIAL

• JOSÉ PIMENTEL, ex-senador e ex-ministro: em 2012, foi condenado a pagar indenização por danos morais de R$ 30 mil ao senador Tasso Jereissati. 

RELAÇÕES EXTERIORES

• ALOYSIO NUNES FERREIRA, ex-senador e ex-ministro: investigado pela Operação Lava Jato em 2019.

• CRISTOVAM BUARQUE, ex-governador do Distrito Federal e ex-ministro: foi condenado por improbidade administrativa.                                                                           • ROMÊNIO PEREIRA, secretário de Relações Internacionais do PT: em 2008, foi investigado pela Polícia Federal. 

NA SAÚDE

• ALEXANDRE PADILHA, deputado federal e ex-ministro: foi acusado por um delator da Operação Lava Jato.                                                                                                                      • ARTHUR CHIORO, ex-ministro: foi alvo de uma investigação do Ministério Público de São Paulo por suspeita de improbidade administrativa.                                                        • HUMBERTO COSTA, senador e ex-ministro: a Segunda Turma do STF arquivou em 2021 o inquérito contra o senador no âmbito da Operação Lava Jato.                                                                                                    • JOSÉ GOMES TEMPORÃO, ex-ministro: foi condenado em 2010 pelo Tribunal de Contas da União (TCU).

NO TRABALHO

• MIGUEL TORRES, presidente da Força Sindical: em 2012, foi detido durante uma assembleia de trabalhadores por obstruir via pública. Ele disse que estava somente defendendo o direito de o trabalhador receber um salário melhor.                                                                • RICARDO PATAH, presidente da União Geral dos Trabalhadores (UGT): a Polícia Federal aponta indícios, por meio das investigações no âmbito da Operação Registro Espúrio.

NO TRANSPARÊNCIA, INTEGRIDADE E CONTROLE

• EUGÊNIO ARAGÃO, subprocurador-geral da República foi nomeado ministro da Justiça no governo Dilma, mas a juíza, decidiu que a Constituição proíbe integrantes do MP de assumir cargos no Executivo.                                                                                                                         • JORGE MESSIAS, procurador da Fazenda Nacional e ex-subsecretário de Assuntos Jurídicos da Casa Civil: ficou conhecido como “Bessias” por ter tido o nome citado em interceptação de conversa entre Lula e Dilma em 2016.                                  • PAULO CÂMARA, governador de Pernambuco: em 2017, foi citado em delação por participar de suposto esquema de propina, com a J&F. 

NO TURISMO

• ARIALDO PINHO, ex-secretário da Casa Civil do Ceará: foi proibido de deixar o país em dezembro de 2020, alvo da Operação Onzenário.                                                         • LUIZ EDUARDO PEREIRA BARRETTO FILHO, ex-presidente do SEBRAE e ex-ministro: foi multado pelo TCU em 2016 em R$ 3.500.                                                           • VENEZIANO VITAL DO REGO, senador: respondeu a diversos inquéritos.                   • MARTA SUPLICY, ex-prefeita de São Paulo e ex-ministra: respondeu a diversos inquéritos. Foi delatada por receber da Odebrecht R$ 500 mil via caixa dois na campanha de 2010.                                                                                                                     • ORSINE OLIVEIRA JÚNIOR, ex-secretário de Turismo do Amazonas: em 2022, foi multado em R$ 392,3 mil pelo Tribunal de Contas do Amazonas (TCE-AM). 

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