KASSAB, O CAIXEIRO-VIAJANTE DA POLÍTICA NACIONAL DIZ QUE QUE A CHANCE DE FLÁVIO BOLSONARO SER ELEITO É “ZERO”!

CGDGDGG

Entre Lula e a direita, Kassab joga nas duas pontas — e agora dispara contra Flávio Bolsonaro

Se existe um político que aprendeu a jogar em mais de um tabuleiro ao mesmo tempo, ele atende pelo nome de Gilberto Kassab. Presidente nacional do PSD, Kassab parece ter transformado a política brasileira em um grande jogo de xadrez no qual é possível manter um pé em cada lado do balcão.

De um lado, seu partido mantém três ministérios no governo Lula. De outro, Kassab é hoje candidato a vice-presidente na chapa de Ronaldo Caiado, que tenta se apresentar como alternativa de direita ao petismo e ao bolsonarismo.

E agora veio a ofensiva direta contra Flávio Bolsonaro. Em encontro com empresários em São Paulo, Kassab afirmou que o Centrão está com Lula e declarou que considera “zero” a chance de Flávio vencer a eleição. Também disse acreditar que o candidato do PL sofrerá desgaste quando a campanha começar oficialmente.

A estratégia não parece acidental. Ao atacar o candidato da direita que aparece à frente de Caiado nas pesquisas, Kassab abre espaço para tentar fortalecer o próprio candidato. Afinal, se Flávio chegar enfraquecido ao segundo turno — ou sequer chegar — Caiado pode se apresentar como uma alternativa para reunir setores da direita e do centro em uma eventual disputa contra Lula.

É aí que aparece a conhecida habilidade política de Kassab: não fechar portas, manter pontes e estar sempre preparado para negociar com quem estiver do outro lado da mesa.

Kassab já demonstrou, ao longo da carreira, essa capacidade de transitar entre diferentes campos políticos. E sua posição atual resume bem esse estilo: participa do governo de Lula, enquanto disputa a Presidência como vice de um candidato que faz oposição ao petista e, simultaneamente, trabalha para tirar espaço eleitoral de um dos principais nomes da direita.

Por isso, no folclore político de Brasília, Kassab poderia muito bem receber um novo apelido: o maior caixeiro-viajante da política nacional.

Viaja pela esquerda, conversa com o centro, negocia com a direita e, quando necessário, muda de estação sem perder o trem.

No jogo de 2026, a pergunta é outra: se houver segundo turno entre Lula e um candidato da direita, para onde Kassab e o PSD levarão seus votos, sua estrutura e seu poder de articulação?

A resposta, como manda o estilo Kassab, provavelmente ficará para a última parada da viagem.

Compartilhe