LA PREGUNTA: OUTSIDER OU INSIDER? – Coluna semanal de Ogier Buchi

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Então, nesta mistura de idiomas sintetizo a balbúrdia – ou como queiram, algaravia – em torno de uma possível candidatura de centro-direita no plano presidencial.

Em primeiro lugar, é preciso destacar que todas as pesquisas, inclusive as mais recentes, portanto as devidamente registradas no Superior Tribunal Eleitoral, por mais esforço de aproximação que façam, não conseguem atingir um índice quando pesquisado, é Lulle que suplante 45 pontos percentuais.

Como me refiro ao esforço dos cooptados por Sidônio do Planalto, justifico, lembrando que dificilmente um instituto realize uma pesquisa, ainda que diga que é realizada sob suas próprias expensas, de verdade: pesquisa custa caro, e sempre acontece com alguém pagando o preço…

Se isto não as torna de plano inverossímeis, evidentemente a mancha quanto à credibilidade. De qualquer sorte, há que suplantar o sentimento porque é o que temos; e no que temos, insisto e enfatizo, por mais que se esforcem, o milagre não ultrapassa os 45.

Quero destacar que me refiro ao milagre, porque inobstante eu saiba que noventa milhões de votantes não deveriam estar aptos para ação de vontade porquanto são bolsistas, ou seja, objeto de teórica compra de votos com as famosas “bolsas-isto, bolsa-aquilo”, ainda assim o Véio da 51 não passa dos cansativamente citados 45.

O artifício até então utilizado é pesquisar ao mesmo tempo vários nomes que figuram no espectro direita e/ou centro direita. Quero enfatizar que não acredito que tenhamos mais do que três candidaturas efetivamente colocadas e competitivas em 2026. Duas delas, consagram o espectro esquerda, e o espectro bolsonarista, destacando-se então Lulle e o filho do Bolsonaro. E um terceiro nome que representaria a centro-direita, e que seria a opção dos brasileiros que entendem que muito mais do que no espectro ideológico, o Brasil precisa de uma proposta.

O BRASIL DA PROPOSTA

Dois nomes, no meu modesto vislumbre, encarnam o que eu chamo de Brasil da proposta, com real potencial eleitoral.

O primeiro deles, o do Governador Tarcísio, que inequivocamente representa este espectro e que tem a seu favor números nas pesquisas e um operoso mandato no estado mais importante do país. Neste fevereiro, insiste que não é candidato a Presidente, todavia, cabe lembrar que em fevereiro tem Carnaval, e só em julho é que tem convenção político partidária…

O outro nome competitivo é o do Governador do Paraná, que encerra seu segundo mandato e sem dúvida, o faz com uma extraordinária aceitação regional, e um grande número de obras que coroam a sua administração. Ambos, se mantiverem a candidatura, vão enfrentar a fúria da mídia de esquerda que já abriu seu ferramental em relação ao Governador do Paraná, e familiares.

Neste momento, quero destacar a importância de que os candidatos e seus familiares e grupos de trabalho lembrem que a vida é combate, que aos fracos abate, como bem lembrou o grande poeta brasileiro, de sorte que quem se propõe a um desafio desta envergadura, tem que ter a consciência de que a crítica faz parte desse jogo. Há que ter espírito para enfrentá-la, e sobretudo competência para desqualifica-la.

No meu vislumbre, favorece ao Governador do Paraná o seu período de governo e suas efetivas realizações, como por exemplo no campo da educação e segurança pública, bem como na Secretaria de Justiça, em que destacou a reintegração social do preso, com efetivo trabalho. Me parece muito claro que há uma enorme potencialidade nesta candidatura, porque se efetivamente oficializada, ela vai combater nos outros dois espectros tão somente ideologia, porque Lulle vive de propaganda – e aqui reafirmo que me coloco à disposição para divulgar obras do Governo Federal, desde que me provem que elas existem – e Bolsonaro foi deputado e senador, portanto, não pode ser cobrado em termos de obras efetivamente realizadas.

Exposto o raciocínio, reitero que acredito em três candidaturas: Lulle, Bolsonaro e a alternativa de centro-direita.

NO ÂMBITO FEDERAL, AINDA

As relações imorais e espúrias não são mais escondidas por ninguém. O conciliábulo entre Supremo e Executivo, tantas vezes denunciado neste espaço por mim, vive de bandeiras despregadas, e Xande de Morais e Tony Toffoli já não escondem mais seus vínculos e abriram mão de qualquer tipo de pejo, haja vista a sua confrontação pública, a proposta de Fachin de construir um Código de Ética que teria a tendência, ainda que mínima, de recuperar a credibilidade que hoje está na soleira dos trilhos da Suprema Corte. Mas, nesta semana, o Legislativo resolveu mostrar que em matéria de falta de pejo e dignidade, ninguém supera a Câmara Federal, e mercê de um golpe muito abaixo da linha da cintura, o rapazote que é Presidente da Câmara, Huguinho, fez-se presente num acepipe churrasqueiro de Lulle 51 e fez votar por subjugação dos líderes partidários o criminoso aumento que permite a um funcionário do Legislativo receber até R$ 77 mil reais mensais.

O que me faz lembrar e enfatizar que existe a famosa “rachadinha”, que é um costume criminoso e nojento que é comum nos Legislativos, inclusive no atual Legislativo paranaense, em o qual deputados respondem no Ministério Público pela prática.

Ora, me custa a acreditar que o funcionário do gabinete em o qual o deputado federal recebe trinta e pouco, que o seu subalterno receba setenta e sete e fique tudo como dantes, no mar de Abrantes.

Este fato, bem como as comprovadas rachadinhas, provam que é bem difícil imaginar que um processo eleitoral como o de 26 poderá mudar a podridão do sistema. Vejo nas redes sociais deputados que eu gostaria de chamar de “deputades”, que passam todo o tempo falando em entregas de emendas, como se isso fosse efetivamente uma prestação de serviço aos munícipes deste país: nada mais é do que carimbar o dinheiro público, e se tornar padrinho de uma indicação nos Executivos. Se você pensa que isso é bazófia, lhe digo que um deputado federal destinou 10 milhas para a cidade de Curitiba, e de contrapartida enfiou um filhote naquilo que seria a Casa Civil Municipal.

O fato irretorquível é que essa contumácia, desde já, eiva de absoluta falta de credibilidade o que vem por aí. Resta ao eleitor que vai ser massacrado pelas lideranças de sempre, estas incentivadas e corrompidas pelas verbas já citadas, buscar eleger lideranças novas, se for capaz de evidentemente encontra-las, porque elas são escondidas e perseguidas pelos cartórios de plantão, chamados partidos políticos.

SOU FÃ DO SIGA O NEGRO, O DECOMPOSTO

Existe um rapaz no Rio Grande do Sul, que me faz acreditar no futuro deste país: na verdade o chamado Jota – que, aliás, se chama Sérgio Renato da Silva Junior, e não é primo de Lulle; a quem conheço tão somente pela rede social no seu perfil do Instagram @sigaonegro, consegue destruir os tais discursos daquela frescura chamada “politicamente correto”.

Recentemente, foi alvo de uma SLAPP, do inglês “Strategic Lawsuits Against Public Participation”, que são “Ações Judiciais Estratégicas contra a Participação Pública”, que teve como Autor o Eduardo Milk, que ele chama de Leitico.

Ora, é público que Milk é casado com um homem, o que até onde eu ainda tenho informação da Constituição, é tão somente objeto de união estável o que não o afasta, de um relacionamento homossexual – que aliás é um direito inalienável dele. Todavia, a censura ao humor me repugna, porque de um lado, há esta busca de simpatia da sociedade em relação à normalização de condutas; e de outro, o que de mais repugnante existe na censura a uma característica histórica do povo brasileiro, que é a sátira, que nos acompanha desde os tempos de Império.

No meu caso, continuarei a acompanhar o Jota, porque toda vez que ele usa “decomposto”, eu confesso que racho o bico de tanto rir! Aliás, acho que vou pedir permissão a ele para copiá-lo, porque o que tem de caboclo decomposto neste Paraná, nem queira saber…

REGIONAIS

DEPOIS DO VERÃO MAIOR PARANÁ!

Todo mundo sabe que a política aquece de verdade depois do Carnaval e da passagem das vetustas Caiobanda e Banda de Guaratuba que hoje são quase que lembranças, comparadas com a grandeza do Verão Maior Paraná, um sucesso absoluto de público, organização, segurança, enfim, de uma demonstração de que quando há interesse e boa vontade, as coisas fluem, e bem.

O fato é que existe uma trepidação no cenário até então desenhado. Com efeito, ouço insistentemente que face às dificuldades de relacionamento entre o Progressistas e o União aqui no estado do Paraná, há um interesse real de levar para o PL o senhor Sérgio Moro. Cabe lembrar que, legalmente, isto seria possível no período de janela partidária que se avizinha.

Bem, isto por certo criaria uma situação regional bastante “sui generis”, porquanto existem líderes do Partido Liberal que compuseram com o possível futuro candidato a Presidente pelo PSD, Ratinho Júnior, desde a eleição de 2024, o que lhes garantiu conforto, cargos, e até eleição em Londrina, por exemplo.

Imagino que estas pessoas devam estar dormindo sob o benefício dos efeitos do Rivotril.

Por outro lado, este tipo de movimento também traz determinado e certo desconforto ao Iguaçu, porquanto pode garantir albergue e alternativa para Rafael Greca.

Existem atores que trabalham incessantemente nesta alternativa, por exemplo, Ricardo Barros, que mercê desta possibilidade, teria outra vez espaço no cenário principal, o que não ocorre com a permanência de Moro no União.

Enfim, é importante aguardar o bloco passar, porquanto nesta etapa, as dúvidas ainda remanescem.

RICARDO GOMYDE, PLAYER

Confesso que gostei da candidatura de Ricardo, e também da candidatura de Aldo Rebelo na esfera federal. Conheço a ambos, e não é segredo para ninguém que tenho simpatia pessoal por Gomyde, e de há muito tempo. Meu amigo, e amigo de meus filhos, participará do pleito oferecendo sugestões, alternativas, e certamente terá nesse episódio de 2026, importância, posto que em primeiro turno as pessoas possam oferecer sua visão do momento político, e contribuir para que se vislumbre um amanhã melhor e mais propositivo.

Sempre será uma boa alternativa de voto!

ORAÇÃO DE OGIER BUCHI:  Senhor, até quando a saúde do Xandão e do Tony Toffoli continuará intacta? Nem uma gripe forte? Mas bem forte! Amém!

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