Lava Jato pede que Palocci seja preso novamente caso não pague US$ 20 mi

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A força-tarefa do MPF (Ministério Público Federal) na Operação Lava Jato pediu à Justiça Federal no Paraná que o ex-ministro Antonio Palocci pague imediatamente mais de US$ 20,4 milhões. Caso contrário, os procuradores da Lava Jato solicitam que Palocci seja preso novamente. Ao UOL, a defesa do ministro disse que só irá se manifestar no processo.

Após dois anos, Palocci deixou a Superintendência da PF (Polícia Federal) em Curitiba na última quinta-feira (29). O ex-ministro saiu da carceragem da PF após o TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região) ter reduzido sua pena e concedido a ele o benefício da prisão domiciliar em regime semiaberto. As medidas são fruto do acordo de delação premiada assinado pelo ex-ministro este ano.

No acordo de delação, havia um acerto para que a multa imposta a Palocci fosse limitada a R$ 37,5 milhões. Esse trecho, porém, não foi validado pela segunda instância. O TRF-4 havia indicado ser “inviável que seja pactuado limite à indenização”. “Serão bloqueados tantos bens e valores quantos necessários para atender ao montante mínimo de reparação de danos da vítima”, determinou a segunda instância.

No despacho em que determinou condições para a soltura de Palocci, o juiz Danilo Pereira Júnior, da 12ª Vara Federal de Curitiba –responsável pela execução da pena do ex-ministro, porém, havia considerado o acordo que trazia limitação a multas. A solicitação para abertura de conta-corrente para o depósito da multa foi feita no último dia 30.

Para o MPF, portanto, a reparação deverá ser de US$ 20.439.382,16. O valor ainda precisa ser convertido em reais pelo câmbio de R$ 3,33, vigente em 23 de junho do ano passado, quando Palocci foi condenado pelo ex-juiz federal Sergio Moro. A quantia também deverá ser corrigida e pela inflação

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