O ex-secretário de Educação do Paraná, Renato Feder que não deixou muitas saudades aqui pelo estado, principalmente para o líder do governo Hussein Bakri, que o escorou por muitas vezes junto a classe dos professores, por tomar algumas medidas errôneas na época, andou aprontando no vizinho estado paulista.
Foi uma ducha de água fria a dupla dinâmica Feder e Tarcísio de Freitas (REP), que o retirou do Paraná e o colocando no mesmo cargo em São Paulo, mas parece que as coisas por lá não caminharam como eles desejavam.
Eles tentaram dispensar livros do Programa Nacional do Livro Didático do MEC, o que acabou ocasionando diversas mobilizações e principalmente uma ação popular movida por parlamentares do Psol – a deputada federal Luciene Cavalcante, o deputado estadual Carlos Giannazi e o vereador paulistano Celso Giannazi. Com está ação o Tribunal de Justiça acolheu o pedido de liminar pedindo a imediata adesão ao programa nacional de livros didáticos, desta forma Tarcísio e o empresário Renato Feder tiveram de recuar e, pedir o envio imediato do material didático antes recusado.
O governo paulista teve que recuar porque deseja trocar livros didáticos de qualidade reconhecida por material próprio, digital, com uso de slides, com autoria desconhecida. As manifestações diante da Secretaria de Educação na capital paulista pediam inclusive a demissão do secretário. Os pais de alunos também denunciaram outras políticas da dupla Tarcísio-Feder mal explicadas e preocupantes que é a invasão de celulares de alunos e professores por um aplicativo do governo sem o consentimento. E também uma portaria que estabelece a vigilância do trabalho docente em sala de aula por dirigente escolar. Além de monitorar os professores, os diretores têm de anotar tudo em relatório a ser enviado às diretorias de ensino, revelou nessa semana a imprensa paulista.
Para muitos estes tipos de implantação foi “uma prática autoritária que não foi adotada nem durante a ditadura militar”, rebateram as pessoas durante o ato na Praça da República.
As ideias do empresário digital Renato Feder começaram a apresentar divergências em várias esferas educacionais do país e os paranaenses até devem agradecer por ter ido embora, pois estes projetos poderiam ter estourados por aqui e complicado o governo Ratinho Jr., que hoje na área de educação está em 1º lugar do Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) do ensino médio entre as redes estaduais de ensino de todo o País.
Se Tarcísio de Freitas o exonerar é melhor ficar por lá…