Gleisi Hoffmann terá de redesenhar seus planos eleitorais. Por orientação direta — descrita nos bastidores como quase uma ordem — do presidente Lula, a ministra foi escalada para disputar o Senado em 2026. A conversa ocorreu na semana passada.
A mudança não partiu de estratégia pessoal, mas do receio do Planalto com a composição do Senado a partir de 2027, hoje já majoritariamente inclinada à direita. Lula teme um avanço ainda maior do conservadorismo, cenário que também inquieta ministros do STF, pressionados por sucessivos pedidos de impeachment.
Sem espaço para recusar, Gleisi deixa de lado a reeleição à Câmara. Ênio Verri, antes cotado para a disputa, foi mantido no comando da Itaipu.
A decisão atropela planos internos do PT. O deputado Zeca Dirceu, que mirava o Senado, deve recuar e tentar a reeleição. Preterido em 2024 pelo próprio partido em Curitiba, Zeca volta a ser deixado de lado.
A segunda vaga ao Senado ficará nas mãos dos aliados.