Maioria dos brasileiros apoia manutenção de Bolsonaro em prisão domiciliar, aponta Datafolha

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Pesquisa do Datafolha, divulgada neste domingo (12), mostra que a maioria dos brasileiros é favorável à manutenção do ex-presidente Jair Bolsonaro em prisão domiciliar. O levantamento ouviu  2.004 eleitores entre os dias 7 e 9 de abril de 2026. A pesquisa foi contratada pela Folha de S. Paulo. Nível de confiança: 95%. Margem de erro: 2 pontos percentuais. Registro no TSE nº BR-03770/2026.

Bolsonaro cumpre prisão domiciliar desde 27 de março, após autorização do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, com imposição de tornozeleira eletrônica. Ele havia passado 125 dias em regime fechado, após condenação unânime a 27 anos e três meses de prisão por planejar um golpe de Estado após a derrota nas eleições de 2022.

Principais números da pesquisa

  • Total do eleitorado
    • 59% defendem que Bolsonaro continue em prisão domiciliar
    • 37% acham que ele deve cumprir pena em regime fechado
    • 5% não souberam responder
  • Eleitores de centro
    • 53% são favoráveis à prisão domiciliar
    • 41% defendem o regime fechado
    • 6% não souberam responder
  • Eleitores bolsonaristas
    • 94% defendem a prisão domiciliar
    • 3% são a favor do regime fechado
    • 2% não souberam responder
  • Eleitores do PT
    • 68% defendem o regime fechado
    • 28% apoiam a prisão domiciliar
    • 4% não souberam responder

Contexto judicial

Após a condenação pelo STF, Bolsonaro passou por unidades da Polícia Federal e pelo Complexo da Papuda, em Brasília. Durante o período em regime fechado, ficou duas semanas internado em razão de broncopneumonia bilateral. Ao receber alta médica, retornou para casa, onde permanece sob monitoramento eletrônico.

A decisão pela prisão domiciliar ocorreu após episódios anteriores de descumprimento de medidas cautelares. Segundo a Polícia Federal, o ex-presidente teria tentado remover a tornozeleira eletrônica e representaria risco de fuga, o que motivou sua transferência temporária ao regime fechado em 2025.

Os dados da pesquisa indicam que, apesar da condenação e das controvérsias judiciais, a manutenção da prisão domiciliar conta com apoio majoritário da população, inclusive em segmentos que não se identificam diretamente com o ex-presidente.

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