O início do mês de abril quando se fecha o cerco ao tempo das desculpas que possam ser repetidas pelo novo governo paranaense quanto a reivindicação dos servidores em relação a data base e reposição salarial, faz com que se revelem aqueles que manipulam a administração estadual desde o governo Beto Richa, e cujas ações na atualidade repetem o mesmo tipo de comportamento capaz de explodir em ações repetitivas de outros tempos.
Com Eduardo Sciarra e João Elisio Ferraz de Campos, manipulando o teatro de marionetes em que se transformou o Palácio Iguaçú, graças ao poder de manobras destes dois personagens políticos, se desenha uma administração ao gosto daqueles que são os verdadeiros donos do poder.
A situação vai ficando cada vez mais preocupante porque os próprios aliados, como o deputado Douglas Fabrício, do PPS, que botou a boca no trombone em alto e bom som na Assembleia Legislativa, alegando ação de uma verdadeira picaretagem que atinge os próprios companheiros no assédio a prefeitos que tentam arrastar par ao quintal de suspeitas vantagens.
Com o novo governador transformado em um verdadeiro ventríloquo, que segue as recomendações de Eduardo Sciarra, como aconteceu com Beto Richa, as situações ficaram ainda mais cômodas para o ocupante de plantão no executivo graças a um chefe da Casa Civil que se imagina o “dono”das ações políticas, enquanto de fora chegam as recomendações com jeitão carioca que João Elisio Ferraz de Campo orientou para serem seguidas pelo titular das finanças, René Carioca.
Escalado para resmungar como sempre foi do seu feitio, desde os tempos do governo FHC onde serviu e se revelou como um aposentado precoce, Reinhold Stephanes completa um pequeno grupo que rodeia o novo governador, iludido com viagens e planos que anuncia mas sem qual obra em andamento, a não ser aqueles que herdou do governo anteripr, algumas das quais inaugurou como se fossem de sua inciativa e sem a humildade de reconhecer que afté agora nada realizou somado com coisa nenhuma, a não ser anunciar que vai abrir um escritório do Paraná no Vale do Silício.
Com este retrato que vai explodindo além do Centro Cívico e já faz parte do dia a dia dos deputados que não aguentam certos comportamentos de uns e outros que se imaginam donos do poder, nomeações explodem toda semana revelando escolhidos e afilhados que compensam apoios eleitorais, inclusive empregando suplentes de deputados que não conseguiram se reeleger.
Diante de tal quadro, preocupante para os próprios aliados na Assembleia, como se viu nesta semana quando se falou em picaretagem nos primeiros 100 dias de um novo governo, tem gente achando que se não alertarem o novo governador paranaense daqui a pouco o mesmo estará servindo apenas os interesses do ventríloquo que se imagina dono do boneco.