O Diretório Estadual do Democracia Cristã (DC) informou que está avaliando, por meio de sua assessoria jurídica, a adoção de medidas na Justiça Eleitoral em relação a pesquisas de intenção de voto que venham a ser divulgadas com a inclusão do nome de Tony Garcia.
Segundo o partido, a situação do Instituto IRG foi analisada separadamente, uma vez que o trabalho de campo teria sido iniciado no mesmo período do anúncio oficial do apoio do Democracia Cristã ao senador Sérgio Moro, circunstância que, na avaliação preliminar do diretório, justificaria a manutenção do levantamento nos moldes originalmente contratados.
Em relação aos demais institutos, entre eles Veritá, Radar e Ranking, o diretório afirma que houve tempo hábil, após a definição da nova executiva estadual e a ampla divulgação pública e na midia da decisão, para que as planilhas de pesquisa fossem atualizadas, excluindo o nome de Tony Garcia.
Ainda de acordo com o partido, os institutos teriam sido formalmente comunicados sobre a alteração do cenário político e a necessidade de adequação dos questionários. O departamento jurídico do DC está analisando cada caso e decidirá, após a divulgação ou eventual confirmação do conteúdo das pesquisas, se haverá pedido de impugnação ou outras medidas cabíveis perante a Justiça Eleitoral, caso entenda que a comunicação oficial não foi observada.
ELEIÇÕES DE 2010 AO GOVERNO:
Medida semelhante foi implantada ocorreu em 2010, quando Beto Richa ganhou a eleição para o governo ganhando na Justiça o direito de barrar todas as pesquisas que supostamente mostravam um
crescimento do adversário, Osmar Dias. Seu advogado à época, Ivan Bonilha, nos bastidores do Centro Cívico a recompensa virou conselheiro do Tribunal de Contas.