MINISTÉRIO PÚBLICO IGNORA O ÓBVIO

ministerio ignora o obvio

Como a leniência do MP Federal e o silêncio obsequioso desde 1997 do Ministério Público do Paraná fizeram dar um prejuízo aos consumidores de pedágio e abrir tamanho rombo?
Três lotes de pedágio dirigidos por CCR Rodonorte, Viapar e Caminhos do Paraná reduziram em 30% o valor do pedágio, fruto da comprovação de que faturaram a mais do bolso dos brasileiros que usaram as rodovias construídas com o dinheiro do ICMS e IPVA e outros impostos, nos governos de Jaime Lerner, Roberto Requião, Orlando Pessuti e Beto Richa.
Eles não foram capazes de detectar (?) que estavam roubando o Estado e aumentando o custo Brasil e de quebra o custo Paraná nos fretes e no preço final das mercadorias e serviços de todos os cidadãos?
Faltam ainda as outras tres pedageiras – Econorte (que teve seus donos presos e de propriedade do grupo Triunfo – do Luiz Wolff Carvalho), Ecovias e EcoCataratas (as duas do grupo CRAlmeida do político Marcelo Almeida – ex candidato a Senador pelo PMDB, deputado federal e vereador de Curitiba – e sua família, descendente de Cecílio Rego Almeida – o que deu nome à empresa) reduziram os seus valores aos patamares já identificados como de 30% a menos para todo mundo.
O que falar do Ministério Público Federal que isenta de ação própria contra os aposentados governadores Jaime Lerner (PDT, DEM e PFL), Orlando Pessuti (PMDB) e Roberto Requião (PMDB), pois alegam que eles já estão na fase de idade (70 anos) e que a prescrição os beneficia por serem idosos?
Mas quem eram os funcionários públicos que recebiam as propinas mensalmente das pedageiras no Paraná durante o governo deles? Quem eram os beneficiados?
Os procuradores federais e os promotores estaduais devem explicações por este silêncio. Já que processaram Beto Richa (PSDB), deveriam processar e cassar também as aposentadorias destes políticos que deixaram a bandalheira comer solta nos contratos de pedágios em 22 anos!
O que falar das tais entidades FIEP (indústria), Fecomércio, FACIAP (comércio varejista), FAEP (agricultura), Ocepar (cooperativas), Fetranspar (transportadoras) e Sindicato dos Caminhoneiros que nada fizeram até o presente momento para cobrar todo o descalabro de 22 anos – pedindo o ressarcimento retroativo aos veículos inscritos no Paraná e que usaram os pedágios ao longo destes anos?
E o Ministério Público Federal e Estadual, o Coronel do Exército (R) João Alfredo Zampieri e agora o Secretário de Infraestrutura e Logística, deputado federal Sandro Alex, devem explicações sobre o que fazer com os funcionários do DER que participaram ativamente do esquema de “abafa o que sei” para permitirem tamanha desfaçatez no Paraná.
O Impacto tem apurado que o funcionário do DER de baixo escalão, Jair Roberto Romanini, tem duas empresas ativas em Ponta Grossa – JR Romanini Construções (CNPJ 07266563/0001-75) e Roma Pré Moldados (CNPJ 79572442/0001-62 e também com filial em Irati). Em 2001 (gestão Jaime Lerner https://bit.ly/2J5OHoe) Jair Romanini assinou como representante do Poder Concedente – o Paraná, um contrato de emissão de títulos para captação de dinheiro no mercado (R$ 85 milhões até pelo BNDES) pela hoje confessa empresa que pagou propinas para agentes políticos e administradores – CCR Rodonorte. Quem o autorizou?
Os documentos que publicamos mostram que as mesmas empreiteiras sócias do pedágio Rodonorte contrataram a si mesmas para fazerem as obras e a conservação das estradas – ou seja, contrataram-se e deram lucro 2 vezes para os sócios (uma pelo pedágio e outra pela empreita).
E quem era o fiscalizador do contrato e das obras de conservação? DER e seus funcionários. Muito interessante seria o Coronel Zampieri tomar alguma atitude já que o referido servidor público de Ponta Grossa entrou com pedido de aposentadoria voluntária (protocolo 15636300-6 de 11 de março de 2019) e nem o impede de continuar trabalhando nos contratos que fiscaliza por outorga da direção do DER – http://twixar.me/79QK
E aí Coronel Zampieri e deputado Sandro Alex – como responder à leitora do Impacto no facebook sobre a citação das 3 pedageiras que já reduziram o preço cobrado nos pedágios paranaenses – “Juliana Arnold – E o dinheiro que roubou dos paranaenses vão devolver quando?”
Fica a pergunta no ar.

Em tempo: Assessoria do Diretor do DER informou que abriu Processo Administrativo Disciplinar para apurar as denúncias veiculadas aqui no jornal Impacto desde as edições do mês de abril.

Coronel Zampieri do DER determina Processo Administrativo após denúncias do IMPACTO Sobre a matéria publicada no…

Posted by Jornal Impacto PR on Friday, May 3, 2019

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