Moraes determina perícia médica em Jair Bolsonaro e descarta, por ora, prisão domiciliar

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O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinou que a Polícia Federal realize uma perícia médica no ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no prazo de 15 dias. A decisão foi tomada após o magistrado considerar que os exames apresentados pela defesa não são atuais, reforçando a necessidade de uma avaliação técnica e isenta sobre a suposta necessidade de intervenção cirúrgica.

A defesa do ex-presidente solicitou na terça-feira (9) a transferência de Bolsonaro para prisão domiciliar, alegando piora no quadro de crises de soluços e a necessidade de cuidados médicos. Atualmente, Bolsonaro cumpre pena em uma sala de 12 metros quadrados na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, e tem reclamado das condições do local, afirmando que o espaço dificulta o atendimento adequado.

Entre as alternativas cogitadas pela defesa estaria a transferência para a chamada “Papudinha”, onde também está detido o ex-ministro Anderson Torres.

No entanto, segundo avaliação de magistrados ouvidos pela reportagem, a possibilidade de Moraes conceder a prisão domiciliar no curto prazo é considerada improvável. Além de uma preocupação institucional em reforçar a imagem de firmeza do STF, pesa contra Bolsonaro o episódio envolvendo a tentativa de violação da tornozeleira eletrônica, que aumentou a desconfiança sobre seu comportamento em regime menos restritivo.

Outro ponto de atenção é o risco de que, em caso de concessão de prisão domiciliar, o ex-presidente busque abrigo em alguma representação diplomática, o que poderia gerar novos tensionamentos jurídicos e políticos.

A perícia da PF deverá orientar os próximos passos do Supremo em relação às condições de saúde e ao regime de cumprimento de pena do ex-chefe do Executivo.

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