NATAL E CARNAVAL OU “FICA EM CASA”

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Um ano após registrar as piores marcas históricas nas vendas durante o Natal, o comércio de todo o Brasil parte agora para a retomada os índices do período sem a pandemia. Pelo menos é a expectativa, quando os registros de mortes e índices de contaminação chegam a números, digamos, aceitáveis.

Pesquisa dos órgãos do Comércio já estão prevendo aumentos significativos das vendas para o fim de ano, especialmente para o Natal. E depois ainda vem os preparativos para a maior festa popular do mundo, o nosso Carnaval.

Os mais otimistas falam em números ultrapassando os 20% em comparação às médias anteriores, que caíram muito em função da pandemia.

Mas o crescimento pode esbarrar em outros comportamentos, que atingem agora o negacionismo. Se antes tínhamos o medo de sair às ruas, o receio de pegar Covid e de não ter a proteção vacinal, que atrasou significativamente no país. Hoje já temos índices que podem ser considerados da normalidade.

Já vemos os estádios de futebol superlotados, abusos de toda a ordem e os índices de mortes e contaminados caindo. O que se espera agora é que a campanha do “fique em casa” tenha um basta e aos poucos vamos retornando à vida comum.

Outro fator que anima o nosso povo já é a expectativa do quanto os consumidores vão gastar.

Ano passado, 2020, quem pretendia comprar um presente previu gastar R$ 220. Agora, o consumidor espera investir mais de R$ 300 em média, até porque houve um aumento substancial do custo de vida e a nossa realidade é cruel.

Há pesquisas que apontam que a maioria dos lojistas (96%) garante que vai manter os preços exercidos no Natal do ano passado. Assim, a perspectiva de crescimento, se isso se consumar, sem dúvida teremos bons faturamentos.

Tudo isso será possível pelo avanço da vacinação, aliado ao fim das restrições de funcionamento do comércio e a segurança que os consumidores e comerciantes agora têm para circular pelas lojas de rua e shoppings.

Quem não pretende sair às compras tem a recém-criada alternativa de encomendas virtuais, sempre tomando cuidado para não acessar empresas ou endereços de golpistas, que igualmente surgiram em grande escala nestes tipos de venda.

Todas as pesquisas apontam, entretanto que o pior já passou e que Comércio, indústria e a produção em geral já começam a restabelecer suas atividades, mesmo que ainda em alguns segmentos os estoques e reposição de peças ainda sentem os efeitos da pandemia.

O que se estranha agora é que aqueles que defendiam a liberação total das atividades agora protestem quanto a realização do Carnaval e das festas de fim de ano. É o demonstrativo apenas que o importante é contradizer para mostrar postura política e nada mais.

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