NÓIS É NÓIS E O RESTO É…

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Justamente na semana em que o IBGE lasca para o público que o Paraná bateu em 2018 o recorde de pessoas que vive abaixo da linha de pobreza, explode uma crise por conta da bronca dos deputados contra a RPC que teria ofendido os nobres deputado ao falar sobre o “auxílio-alimentação” que a Assembleia Legislativa paga para os parlamentares, morem ou não em Curitiba ou estejam cumprindo serviço nesta capital onde atuam politicamente. Aumentando a verba para deputado comer bem, os deputados foram motivo de reportagem na RPC, e consequentemente em outros veículos de comunicação, alertando sobre a bronca e um deputado que se insurgiu entre os colegas contra esta elevação de verba especial. Tá dando uma bronca danada porque do presidente da casa e outros companheiros, todos levantaram a voz contra o Homero Marchese só porque o dito cujo achou muito a dita verba para pagar a bóia dos deputados por aqui onde cumprem expediente.

De acordo com os dados do estudo Síntese de Indicadores Sociais, do IBGE, haviam até 2018 06 mil pessoas vendo no Paraná abaixo da linha da pobreza. E neste cenário surgiu a bronca dos deputados por conta do “auxílio-alimentação que se soma a outros “auxílios”como do transporte, correios, passagens, gráfica, locação de veículos e mais alguns etc, somados aos R$ 29 mil reais de subsídios recebidos mensalmente pelos parlamentares, o que eleva a conta de cada um para mais de R$ 100 mil mensais. Para uns, a discussão pela elevação do “auxílio-bóia”, como apelidaram, pareceu verdadeiro deboche. E o deputado que não aceitou o “benefício”, tornou-se traidor do resto da turma. Célio Heitor Guimarães, no blog do Zé Beto, comentou a respeito, sem esquecer a recente manifestação do deputado Luiz Carlos Martins que deixou no ar a impressão de que ”os deputados estaduais paranaenses estão pagando para trabalhar”, dando ainda mais ênfase a estes dados em relação ao recorde paranaense com aqueles que vivem abaixo da linha de pobreza.

Foi combinado que os dois voltariam a discutir o assunto renovação dia 5 de novembro, depois da recuperação de Mario Celso Petráglia. O técnico Tiago Nunes aceitou as regras do jogo e aguardou. Na data e hora combinados voltaram a tratar do assunto. E Petráglia bateu o martelo. Demitiu o treinador. Não aceitou sua proposta de renovação. Uma situação incômoda para o Athetico, na reta final do Brasileirão. Tiago queria ficar. Petráglia disse não e Tiago arruma as malas com sua equipe técnica para ir embora para o Corinthians. Quem conhece Petráglia sabia antecipadamente este desfecho. Ele não aceita ser colocado contra a parede. Tiago Nunes tentou, mas perdeu. Ou ganhou, só ele mesmo pode dizer. Mas o fato é que Petráglia voltou e mantendo o velho estilo; ninguém o coloca contra a parede. E ponto final. Doa a quem doer.

Somente no Google podemos ter uma noção da verdadeira colcha de retalhos em que se transforma o Brasil no que se refere ao número de municípios. Em um mapa comum impossível registrar todos os municípios, 5.570, os quais estão agora sob análise para a extinção dos menores. Uma iniciativa que pretende acabar com uma verdadeira “farra política”, que criou milhares de municípios Brasl afora par atender os interesses políticos. Até que se descobriu que milhares não tem condições de sobrevivência própria, dependendo do Fundo de Participação dos Municípios e algumas verbas extras além do pouco que arrecadam com o ICMs. No Paraná, mais 100 estão ameaçados de extinção diante do projeto em andamento em Brasília para acabar com pequenos municípios que não tem renda própria mínima para sobrevivência. Vão acabar Câmaras e Prefeituras municipais, além de departamentos e outros penduricalhos que garantem o emprego de muita gente nestas pequenas cidades.

O choro é livre. E diante desta extinção de pequenos municípios, a classe política começou a ficar agitada, com prós e contras que defendem não apenas seus pontos de vista com argumentos positivos, mas principalmente os interesses políticos de quem mama nos votos destas pequenas comunidades e não quer perder as mordomias. Diante de um Brasil em crise, que precisa enxugar a máquina pública em todos os segmentos, a classe política precisa dar a sua contribuição neste momento em que é preciso raciocinar com segurança visando o bem do país como um todo. Manter pequenos municípios, somente por causa de suas Câmaras e Prefeituras, mais o status como cidade principal da região, é uma tentativa de manter um status quo que não tem o menor sentido diante da situação de um país levado à falência por culpa em parte desta própria classe política.

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