Se já era absolutamente repulsivo conviver com o cabedal de informações que todos tínhamos em relação ao episódio eleitoral de 2022, com a manifestação pública deste sujeito que é Presidente da República, o Lulle, com certeza ficou insuportável sob o ponto de vista moral conviver com a realidade.
O beneficiário do abjeto e escandaloso beneficiamento da eleição passada se dá ao desfrute de aconselhar ao Ministro da Suprema Corte que dirigiu o processo eleitoral em comento a pedir afastamento em nome da proteção da biografia do indigitado.
Para a biografia do compadre de Lulle, passa pelo histerismo das condenações dos incautos envolvidos nos episódios de oito de janeiro, condenações essas desprovidas de amparo fático, e supedâneo doutrinário e jurisprudencial. Claro, Lulle refere-se à proteção que perpassa pela vergonha internacional que é o roubo dos aposentados, e a quebra de um banco; mas, malandro e mentiroso que é, esquece do inquérito “imorrível” das fake news.
O fato é que o compadrio entre Supremo Tribunal e Poder Executivo já foi objeto de considerações neste espaço ao longo dos últimos três anos. Todavia, a inércia de todos nós tem permitido o incremento da ousadia de indivíduos como Alexandre de Morais, que recebeu mais de 80 milhões de um banco que roubou os brasileiros, via escritório da sua nubente, e condenou a mais de 14 anos de cadeia uma moça que copiou com um gloss uma frase cunhada por um parceiro seu de Suprema Corte.
O que sei é que ao longo da história indivíduos como Lulle, Alexandre de Morais e outros que, inebriados pelo poder e acometidos por doença mental, transpuseram as linhas do mínimo bom comportamento social, tiveram um final extremamente doloroso.
Imaginar que esta gente possa ter um fim airoso, portanto, é desconhecer a lição da história. O grande problema, entretanto, é que nós vivemos com esses tipos em sede de contemporaneidade, o que implica em dor e sofrimento para todos nós.
O QUE ESTÁ POR VIR
Parece absolutamente claro que não existe espaço para uma chamada terceira via, posto que com o abandono da candidatura viável do PSD, concentram-se os players na chamada esquerda e direita, que os sectários gostam de nominar como radical.
Em primeiro lugar, é sempre bom lembrar que não há necessidade de tipificar esquerda como radical, porquanto quem perfilia esse espectro é um radical por natureza. Quanto àqueles que são de direita, é bom lembrar que na imensa maioria estão no espectro moderado ou são os albergados no bolsonarismo.
O fato é que todos estão representados nesta etapa, ou por Lulle, ou por Jair Bolsonaro, e é nessa toada que vamos para o episódio de outubro de 2026. Sendo assim, pouco ou quase nada, o espectro de esquerda terá para oferecer como alternativa ou inovação, porquanto Lulle já substituiu a picanha pelo corte de paca, e a indefectível cervejinha continuará inacessível para um e todos.
Nesta leitura, o grave está na leitura dos números, que indicam déficits abissais em todas as análises de desempenho governamental e, em especial, da economia.
Não importa muito se Lulle vai alternar nomes, porquanto ele não é mais capaz de alternar a forma de governar, que consiste basicamente em aprofundar cada vez mais a base da pirâmide, representada pelos bolsa-isto-ou-aquilo, e afunilar o topo de quem sempre foi serviçal, a saber, a Avenida Paulista.
A outra alternativa passa pela oferta do discurso consolidado pelo grupo bolsonarista, a saber, defesa da família, da boa educação pública, e tópico importante nos dias atuais, melhoria dos índices de segurança pública.
Quero destacar que me preocupo com o discurso que será construído pelo ungido da direita, Flávio. Tenho notícia de que todas as análises dos seus conselheiros indicam que ele terá a obrigação de construir um discurso que agrade exatamente a base da pirâmide, e que, por conseguinte, implicará em compromisso com os chamados “bolsa”.
Entendo que Flávio não poderá fugir desta imposição que é numérica, sob o ponto de vista de sucesso eleitoral, todavia creio também fundamental que o seu planejamento inclua a chamada transição, ou o que popularmente é conhecido como desmame.
De fato, não se pode irresponsavelmente, simplesmente suprimir os auxílios sociais, mesmo porque eles ocorrem em todas as nações desenvolvidas, mas é fundamental que um novo governo imponha regras, e que os indivíduos sejam recuperados para a sociedade produtiva num determinado período de tempo.
Talvez, seja esse o maior desafio de quem vier a substituir o inepto e falido governo Lulle…!
A FALÊNCIA TOTAL
Se o Brasil ficar silente e permitir que Alexandre de Morais se proteja e proteja os seus, usando as limitações de uma serôdia proposta de 2021 no que tange às delações premiadas, aí sim teremos assinalado o suicídio pleno da cidadania brasileira.
Já falei anteriormente sobre a imoralidade das relações entre o Executivo e o Judiciário, mas neste caso permitir que Alexandre de Morais limite as delações premiadas tão-somente no interesse pessoal dele e de seus pares de Supremo Tribunal Federal é entregar, definitivamente, a cidadania brasileira à sanha desta gente que transcendeu todo e qualquer limite moral em relação ao mínimo de decência e subserviência aos preceitos constitucionais.
Sem embargo, a hora é agora, e se nada for feito, o brasileiro que está semi-escravizado pelo consórcio Lulle X Capa Preta, transformar-se-á seguramente em lacaio para hoje e sempre.
E O PARANÁ?
Se alguém imaginava grandes mudanças em relação ao Secretariado Estadual do Paraná, evidentemente sempre desconheceu o comportamento dos políticos, e as mudanças são simplesmente do nome do titular que passa a concorrer ao pleito que se avizinha, com seus respectivos lugares-tenentes, leia-se diretores gerais, nas respectivas titularidades.
Assim, os já anunciados substitutos da SEIL e Saúde, são ex-diretores gerais que complementarão o mandato dos titulares e, certamente, usarão a estrutura para apoio dos seus companheiros.
No mundo político, imaginar que grandes mudanças comportamentais acontecerão, é acreditar que Papai Noel vai substituir o Coelhinho da Páscoa – portanto, nada demais e, a rigor, nenhuma crítica, porque desde que mundo é mundo, político se comporta como político.
MAIS DO MESMO

Falando em comportamento de político, ouvi com atenção a jornalista Graeml reclamando que Moro, que foi Bolsonaro, brigou com o Bolsonaro, e é Bolsonaro de novo, não é confiável porque exatamente assim procedeu.
E na mesma esteira do comentário anterior, me pergunto: e quem foi Podemos, ah! não me lembro do anterior, mas voltando… Podemos, União, e agora é Ratinho Sister? Seria então confiável?
A grande verdade é que exigir coerência do comportamento de políticos nesta etapa da vida pública brasileira, em à qual sobejam egocentrismos, soberba, prepotência e arrogância, e sobretudo, nenhum compromisso com ideário político-partidário, é querer demais.
Portanto, minha visão desta luta pela sobrevivência, tanto de Cristina quanto de Moro, quanto de Ratinho Jr., e de todos os demais, é uma só: vivemos mais do que nunca num momento de absoluta falência partidária, onde o que realmente importa é sobrevivência de cada personagem, e é por isso que cada um deles luta pela dita sobrevivência. Assim, me parece que a crítica de uns para outros, e de outros para uns, em relação à coerência, é absolutamente insignificante.
Foi-se o tempo em que os políticos eram conhecidos pelos seus compromissos ideológicos, e pela sua fidelidade partidária. Aliás, em relação à partido, a única fidelidade que ora permanece, é ao deus Mamon, ou seja, ao não menos famoso Fundo Partidário.
E O JACOVOS, HEIN?
Devo frisar que tenho simpatia histórica pelo Delegado Jacovos, e que talvez por isso tenha bondade no meu coração para entender a sua postura que transforma o seu neo-candidato Moro em um ícone da caça à corrupção.
Acho que meu bom Jacovos, frustrado pela impossibilidade de fazer funcionar adequadamente a persecução aos transgressores na CCJ da Assembleia, e vendo o Renatão rir-se da legislação e dos bons costumes, põe-se a imaginar e a mitificar a figura de Moro…!
QUESTÃO DA SEGURANÇA E OS RESTAURANTES COMUNITÁRIOS
Retirar os restaurantes comunitários do centro da cidade resolve a questão sob a ótica da aparência. Seria mais ou menos fazer uma lente num dente da frente, estando o dente em apreço com problema de canal.
Na verdade, os restaurantes atendem uma chaga social, que é a pobreza que já me fez ter uma diatribe ao vivo com o atual Alcaide, quando afirmei serem 7 mil os residentes de rua, e ele me corrigiu, afirmando que eram “apenas 4.800”.
O fato irretorquível é que, por circunstâncias várias, que aliás não são de responsabilidade do atual prefeito, a miséria passa por um processo de progressão geométrica no país todo, e com reflexos mais visíveis nas diferentes capitais.
Qualquer transeunte que passe pelas cercanias da nossa tão admirada Catedral Metropolitana, sofre um choque de realidade ao confrontar-se com a miséria humana que é visível e não pode e nem deve ser ignorada. Todavia, de uma habitante de bairro, ouvi a preocupação quanto à descentralização da miséria, porquanto se já existe imensa dificuldade de enfrentar a questão estando ela centralizada, a pergunta é: como ela se resolveria, simplesmente espargindo o problema por diferentes bairros?
Em tempo: na quarta-feira, o Centro Cívico foi alvo daquela velha esculhambação dos sindicatos chamada greve. E a esbórnia no Centro Cívico foi a de sempre, e dê-lhe música chata e velha, padrão PT e os seus ícones tipo Geraldo Vandré, sem esquecer o gosto neófito pelo funk.
A pergunta, todavia, é: por que foi preciso todo o charivari se a solução foi dada por Eduardo em menos de 24 horas? Afinal, se era tão fácil solucionar, porque foi necessário o dia de greve?
TEMPO QUENTE PARA MORO

Anuncia-se um momento pouco ameno para Sérgio Moro, porquanto Fernando Giacobo, homem de seis mandatos no mesmo partido, o PL, já abriu a diatribe e desde logo mostra que está disposto ao enfrentamento direto.
Já da Democracia Cristã, um aceno com a filiação do senhor Tony Garcia, que desde logo se apresenta como alguém que desnudará situações do histórico paranaense dos últimos 20 anos.
ORAÇÃO DE OGIER BUCHI:
Senhor, o que estamos esperando de vento sul, trovoada e choro das capivaras, até outubro, não é pouco! Amém!
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