O “dolce far niente” de Requião

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José Pedriali

O senador Roberto Requião está veiculando em sua propaganda eleitoral imagens do governador Beto Richa, seu principal adversário na disputa pelo Palácio Iguaçu, em momentos e trajes de lazer para justificar a acusação de que ele “não trabalha”.

Requião não indica, no entanto, se as imagens foram feitas em dia e horário de trabalho ou em finais de semana ou durante as férias.

Em campanha eleitoral vale tudo, menos perder – esta é a regra que a má política brasileira adotou como mandamento supremo. Mas, cuidado! a toda ação, ensinou o velho Newton, corresponde uma reação.

E a reação nem sempre é a desejada pelo autor da ação.

Ilustro este princípio com a foto acima, veiculada em outubro de 2008 e feita na Granja Canguiri, então usada como residência por Requião, que se aproximava da metade final do seu terceiro mandato.

Não há indicação do dia que em que a foto foi tomada. Não podemos, assim, saber se o “dolce far niente” a que se dedicava Requião era num final de semana, feriado ou durante o horário de expediente.

Fosse eu um adepto do modo de proceder de Requião e dos seus seguidores fanáticos – os requianalhas – e tascaria a acusação de que ele fez exatamente o que acusa, sem provas, o adversário de fazer.

Adoto a hipótese mais branda: Requião aproveitou um final de semana ou feriado para montar um quadriciclo, vestindo apenas calção e expondo ao efeitos benfazejos do sol bíceps, tórax e abdômen.

Que clamavam, aliás, por urgentes sessões de academia.

fonte>José Pedriali

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