Um esquema que mistura nepotismo, superfaturamento, contratos fraudulentos, shows fantasmas e até lavagem de dinheiro com criptomoedas veio à tona na última semana, após seis meses de investigação do GAECO e do Ministério Público do Paraná.
O alvo principal é a Prefeitura de Fazenda Rio Grande, aonde o prefeito Marco Antônio Marcondes Silva foi preso junto com secretários, empresários e até um auditor do Tribunal de Contas do Estado (TCE-PR), e este rombo pode ultrapassar R$ 30 milhões.
Segundo o MP, o esquema foi cuidadosamente preparado e arquitetado para parecer legal, mas se tratava de pura encenação. Empresas de fachada, contratos emergenciais, shows superfaturados, exames médicos realizados em condições precárias e, claro, as suspeitas ligações entre parentes com cargos comissionados de alto salário.
A investigação, batizada de Operação Fake Care, revelou que o auditor Alberto Martins de Faria era o “cérebro” da quadrilha. Ele criava empresas fantasmas para lavar dinheiro público através de contratos nas áreas de saúde, cultura e comunicação.
ENTRE OS PRESOS:
- Marco Antônio Marcondes Silva – prefeito de Fazenda Rio Grande
- Francisco Roberto Barbosa – secretário da Fazenda e ex-secretário de Saúde
- Samuel Antônio da Silva Nunes – sócio da empresa AGP Saúde
- Alberto Martins de Faria – auditor do TCE-PR
- Abrilino Fernandes Gomes (Fernando Gomes) – ex-chefe de gabinete e comentarista esportivo (LIBERADO COM TORNOZELEIRA ELETRÔNICA)
RASTRO DE DINHEIRO: EXAMES, SHOWS E CAMPANHAS
A AGP Saúde, empresa contratada sem licitação, recebeu mais de R$ 5,7 milhões para fazer testagens médicas domiciliares — mas os exames eram feitos em pontos de ônibus e praças públicas, com estrutura precária e sem controle sanitário.
Em outra frente, o MP investiga contratos de shows artísticos e festas municipais, com valores que somam mais de R$ 8 milhões. Empresas contratadas não tinham histórico nem estrutura para prestar os serviços. Há indícios de que o dinheiro foi usado para financiar campanhas e pagar aliados políticos.
Pagamentos indevidos foram feitos até para empresas ligadas a assessores e vereadores, que recebiam por serviços que nunca foram prestados.
NEPOTISMO CRUZADO:
O “TROCA-TROCA DE CARGO” ENTRE PREFEITURAS
Muito antes da prisão do prefeito Marco Marcondes, as denúncias de nepotismo cruzado já circulavam nos bastidores políticos da RMC.Elvis Roberto Maioky, chefe de gabinete do prefeito preso, teve a filha Bianca Maioky nomeada na Secretaria de Agricultura de Araucária, com salário de R$ 14.868,00.
A prima do próprio prefeito, Márcia Adriana Furlan, também ocupava cargo comissionado em Araucária, com vencimentos de R$ 6.734,98.
O vereador Fabiano Fubá, aliado de Marcondes, viu sua esposa, Dulcileia Sobral, ser nomeada na Secretaria de Trabalho e Emprego de Araucária, também com salário de R$ 14.868,00.
Essa teia de nomeações entre as prefeituras de Araucária e Fazenda Rio Grande é o clássico nepotismo cruzado — uma manobra ilegal para burlar a Constituição, trocando favores entre entes públicos ao nomear parentes de outros gestores.
O QUE VEM AÍ?
O Ministério Público já trabalha na denúncia criminal e em ações por improbidade administrativa.
Fontes da investigação indicam que mais nomes de políticos, servidores e empresários serão revelados nos próximos dias, inclusive em outras cidades do Paraná e Santa Catarina.
O sigilo judicial da Operação Fake Care deve ser parcialmente levantado ainda este mês, e o clima nos bastidores da Prefeitura é de pânico e tentativas de encobrir rastros digitais e documentos.
COM A COMUNICAÇÃO FALSIFICADA, O PREFEITO GUSTAVO, NÃO ERA PARA DAR UM GRAU NA CIDADE?

Para quem deveria estar atendendo as necessidades básicas da saúde no município, o tal prefeito Gustavo Botogoski, que se vislumbrou com o poder e atende pessoas reservadas em sua sala nas tardes para carimbar o carnê. Ele agora foi praticar o motociclismo radical na garupa no Parque do Passaúna para a prática esportiva do grau. Enquanto isso o tal de Laércio, que gritava nos supermercados vendendo farinha, grita com seu megafone dentro da prefeitura para abafar as cágadas do marinheiro alcaide de primeira viagem.
PARANAGUÁ
No início desta segunda feira foi revelado que a cidade de Paranaguá nos anos de 2022 a 2024 também contratou a AGP e a partir de agora as investigações devem ser feitas para revelar o tipo e formato dos contratos do prefeito Marcelo Roque com a empresa.