Odebrecht vira alvo de nova investigação na Greenfield

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Sete meses tinham se passado desde a homologação de sua delação premiada pelo Supremo Tribunal Federal, em janeiro, quando o ex-presidente da Odebrecht Ambiental Fernando Reis tentou fazer uma operação bancária e não conseguiu. Ressabiado, ele avisou o departamento jurídico. A empresa não sabia de nada, mas as contas de Reis estavam bloqueadas por uma ordem judicial expedida pela 10ª Vara Federal do Distrito Federal às 10h33 do dia 18 de agosto, em cumprimento a uma decisão do juiz Vallisney de Oliveira, responsável pela Operação Greenfield.
De acordo com documentos do caso, obtidos por ÉPOCA, há suspeitas de que executivos da Odebrecht tenham pagado propina para que a Funcef, o fundo de pensão dos funcionários da Caixa, investisse R$ 300 milhões num projeto da empresa. Foi com base nisso que o Ministério Público Federal pediu ao juiz Vallisney um bloqueio de bens de R$ 141 milhões. Naquele dia de agosto, assim, Fernando Reis não conseguiu movimentar sua conta.
Em vez de bater de frente como fez com a Lava Jato, a Odebrecht decidiu cooperar. Seus advogados correram ao Ministério Público Federal e sustentaram que não houve irregularidades da Odebrecht, mas concordaram em apresentar uma fiança de R$ 141 milhões para desfazer o sequestro de bens das pessoas físicas. O juiz Vallisney desbloqueou as contas.Dados da matéria revista EPOCA.
FOTO AGENCIA BRASIL

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