O lançamento da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva em São Bernardo do Campo, neste domingo (16), chamou atenção não apenas pelos discursos políticos, mas também pela estrutura montada para levar apoiadores ao Estádio 1º de Maio.
Dezenas de ônibus fretados foram vistos nas proximidades do local. Segundo informações divulgadas pelo PCdoB, o partido mobilizou apenas 2 mil pessoas e fretou 37 ônibus para participar do ato. A dimensão da operação reacendeu uma velha discussão em eventos políticos: quem paga a conta para colocar tanta gente dentro dos ônibus?
A pergunta é legítima. Afinal, transporte, alimentação, locação de veículos e toda a estrutura de mobilização representam despesas que precisam ter origem identificada e, quando caracterizadas como gastos eleitorais, devem aparecer na prestação de contas.
A própria legislação eleitoral considera gastos de campanha diversas despesas relacionadas à organização dos atos e ao transporte de pessoas a serviço das candidaturas. O Tribunal Superior Eleitoral também exige documentação capaz de comprovar a realização das despesas declaradas.
SENSAÇÃO DE VAZIO
No caso dos ônibus de São Bernardo, portanto, a questão não é apenas quantas pessoas participaram, mas quem contratou os veículos, quanto foi pago, de onde vieram os recursos e quem será responsável pelo registro dessas despesas na Justiça Eleitoral.
E há ainda outra pergunta que circula nas redes: os participantes foram ao ato espontaneamente ou houve uma mobilização organizada, com transporte e alimentação fornecidos pelos partidos e entidades apoiadoras?
Porque, em uma campanha eleitoral que movimenta milhões de reais, até o pão com mortadela tem uma pergunta inevitável: quem pagou?
Nos atos do dia 8 de janeiro de 2023 até hoje muita gente é perseguida pelo STF por entender que foram financiadores de golpe…