OPÇÕES DE VOTO

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Diferentemente de outras eleições, em 2022 teremos, NA MINHA OPINIÃO, ótimas opções de voto para o Legislativo.

Pausa: vocês notam a educação, a diferença do cara que escreve “em minha opinião”, ou pra vocês é tudo a mesma coisa? Fim da pausa.

No Executivo a coisa está complicada no Paraná. Vota no Ratinho que não fez nada, além de aumentar o Custo Paraná violentamente, ou no Requião, que fez quase nada, além de boas piadas, e quando fez, fez errado?

Já para a Câmara Federal, temos gente competente e séria na disputa. Tenho compromisso antigo, obrigação de décadas, que cumpro com alegria, de votar no Dilceu Sperafico, que considero um dos maiores políticos que o Oeste teve. Beto Richa prestigiou Cascavel como nenhum outro governador, exceto o nosso Mário Pereira, havia feito antes. Todas as semanas estava por aqui, nunca chegou de mãos vazias. Tudo que o Edgar Bueno pediu, tudo que o então deputado André Bueno pediu, ele mandou pra Cascavel. Faz tempo que não falo com ele, mas nas últimas vezes sugeri que, ao invés de candidatar-se à Câmara Federal, disputasse o governo estadual com o Ratinho. Eu considerava, e até hoje considero, que nem mesmo uma população distante da política, iria ignorar a diferença entre o seu governo presente no interior e o governo Ratinho, isolado, dominado por secretários despreparados, e que trouxe aos paranaenses aumentos inexplicáveis no orçamento familiar, através da Copel com a energia mais cara do país, com a Sanepar e sua água absurdamente cara, com a criação já oficializada de 15 novas praças de pedágio, e principalmente com a ausência absoluta de obras. Nem o mais próximo parente de algum apaniguado do Ratinho, ou algum dos jornalistas incluídos na lista de donativos do tesouro estadual, é capaz de citar três obras importantes do Ratinho no estado. Ou duas. Uma só, diz aí. 

No âmbito local, voltando à Câmara Federal, temos o Fernando Giacobo, excelente, inteligente, que só não trouxe mais verbas para Cascavel porque nunca foi reconhecido pelos prefeitos e pelos eleitores. Frangão dispensa qualquer comentário, único deputado que chegou a Brasília e já foi encurtando os caminhos, em poucos dias só andava pelos atalhos do poder. O quilômetro do Frangão, em Brasília, nunca teve mais de quinhentos metros. Pra quem reclama da carga tributária, extorsiva, temos o Alfredo Kaeffer, que está ensaiando um retorno à política, e sempre defendeu o contribuinte. Nosso estimado Renato Silva é o representante do Paranhos na disputa, podendo ter o apoio fortíssimo da Igreja Católica.

A nível regional, o PT pode ter uma boa novidade: Hamilton Serighelli está muito próximo de aceitar o desafio e poderá ser o único candidato petista no Oeste, o que representa uma vantagem larga em relação aos concorrentes: os movimentos sociais da esquerda costumam respeitar as decisões dos seus líderes, e votam coesos com suas indicações. Hamilton é uma pessoa séria, faz política por idealismo e está mais que preparado para legislar em favor da igualdade social verdadeira, moderada e justa.

Como se vê, só mandaremos tranqueiras para Brasília se quisermos. Opções boas temos, e muitas. E vejam que fiz a lista no estalo, sem muita pesquisa. Espero não ter ofendido algum amigo candidato com a omissão de seu nome.

PUXADORES DE VOTO

Algumas legendas poderão eleger deputados federais com votação média menor que os partidos concorrentes, por contar com candidatos que deverão extrapolar o número de votos necessários para uma cadeira na Câmara federal.

Um desses candidatos é o Beto Richa, que deverá ultrapassar facilmente os 200.000 votos. Pela esquerda, Gleisi Hoffman certamente fará votos suficientes para mais uns dois federais do seu time. Na faixa acima dos 100.000 votos poderemos ter o Dilceu Sperafico, o Frangão e o Fernando Giacobbo. Tudo isso “em minha opinião”, obviamente.

EU, NACIONALISTA

Faz tempo que tenho sentimentos contraditórios em relação ao patriotismo que todos nos deveríamos ter. Muitíssimas vezes pensei que, tendo a oportunidade, não pensaria duas vezes para mudar para um país mais decente, mais equilibrado, com um Judiciário onde juízes sérios não ficassem manietados por leis aprovadas para absolver assassinos, soltar ladrões e promover a impunidade.

Em alguns momentos, quando surgem fatos mais escandalosos, como essa recusa absurda do STF e do TSE de permitir o voto impresso, desrespeitando a vontade de pelo menos 40 milhões de brasileiros, chego a ter raiva do meu país. (Isso não é um juízo de valor: é só uma citação do fato, pois se tanta gente pede, e o custo é insignificante, porque não atendê-los)?

E aí, na contramão dessa mini-revolta, lembro que em todas as vezes que estava fora do pais, e ouvia o hino nacional, um escondido patriotismo aparecia, e eu ficava meio que emocionado. Quando ligo a tevê num domingo, e tem um jogo qualquer, de times de quinta categoria, e o narrador fala que tem um dos nossos chutando a bola, o nacionalismo aparece e fico ali, como um bobo, torcendo pro brazuca se consagrar. Mas às vezes a coisa é ainda maior: perto do bairro onde moro, tem uma igreja, aonde aos domingos os haitianos que vieram pra Cascavel depois do terremoto se reúnem, elas com seus vestidos amarelos, eles com seus ternos brancos, sua alegria contagiante, seus sorrisos felizes pelo recomeço. Nesses dias, vejam só, chego a ter orgulho do meu país, por ter proporcionado isso a eles. Chego até a acreditar, por alguns segundos, que nem tudo está perdido. 

MOTOQUEIROS

Uma associação de mototaxistas divulgou material na semana passada pedindo mais respeito a esses profissionais no trânsito de Cascavel. Com ótimos argumentos, o texto da nota citava várias medidas que eles gostariam que os motoristas adotassem visando à proteção dos motoqueiros, responsáveis pela grande maioria dos acidentes na cidade.

Um cara presente na reunião me disse que antes da aprovação do texto final a ser divulgado alguém sugeriu que eles também respeitassem as regras, reduzissem a velocidade, parassem de passar zunindo entre dois carros que estivessem próximos, ou mesmo que não “costurassem” no trânsito, mas essas sugestões foram consideradas muito avançadas, e prontamente recusadas pela maioria.

MAIORES EXPORTADOR-IMPORTADORES DE ETANOL

Digite aí no Google: “quais os países que mais exportam etanol?”

Vai aparecer: Estados Unidos e Brasil.

Agora digite: “quais os países que mais importam etanol?”

Vai aparecer: Estados Unidos e Brasil.

A geopolítica do etanol é um dos maiores enigmas deste século 21. Se você acha que a Itaipu é uma caixa-preta, você precisa tentar se aprofundar nos mistérios da Petrobrás.

Quando cada brasileiro que provasse que votou no PT tinha depositado no exterior 100 milhões de dólares, a Petrobrás cobrava a metade pelo combustível nosso de cada dia. E dava lucro.

Hoje, quando os generais honestos acabaram com os roubos, pagamos o dobro pela gasolina, mais que o dobro pelo diesel e ninguém explica nada. Bolsonaro volta e meia aparece na televisão: “absurdo!! Alguém tem que fazer alguma coisa!!”

Até parece que eu e você é que ganhamos a eleição para comandar o Brasil.

O BAILE DO CHOPP DO   COMERCIAL E A FAMÍLIA BOMM

Na semana passada escrevi sobre o início do consumo de vinhos na nossa região. Saímos da cachaça, do conhaque, da caipirinha, da cuba, para o vinho, com toda a frescura e caipirice que o acompanham.

Acontece que me esqueci de citar uma das festas etílicas que me fazem rir até hoje, quando me lembro das cenas.

Em construção, a sede da Associação Atlética Comercial, em terreno doado pelo Adelar Bertolucci no loteamento Coqueiral, que era longínquo, mas hoje está colado ao centro, ao lado do Shopping JL, consumia muitos recursos, e a arrecadação do clube não suportava os custos da obra, enormes.

Entre as iniciativas para arrumar uns trocos, a diretoria inventou um Baile do Chope, quem sabe um dos primeiros que aconteceu por aqui. O cara comprava um ingresso, ganhava uma caneca bonita, pesada, e bebia o quanto suportasse. Não tinha piso, apenas serragem. Improvisaram mesas de madeira, tipo aquelas de festas das igrejas de antigamente. O tal baile começou às nove da noite, nenhuma estrutura de alimentação, era só a caneca, o barril cheio e centenas de moradores da incipiente cidadezinha doidos pra se divertir.

E, como estamos localizados no Velho Oeste, é claro que a diversão era rir um pouco, beber muito e brigar muitíssimo.

Lá pelas onze, o pau quebrou geral. Em minutos, todos estavam trocando socos. 

Uma das mais estimadas famílias cascavelenses, desde a década de 60, era a família Bomm, do Posto Shell, que está firme no mesmo local até hoje, cujo patriarca era o Sr. Valdemar, presidente do Clube Comercial. Seus filhos, o Cláudio, o Belge, e os outros irmãos, gente séria e trabalhadora, adoravam uma briguinha. Pra melhor ilustrar o amigo que lê esta nota, resumo a situação do baile lá pelas onze da noite:

1-Centenas de pinguços briguentos distribuindo porradas,

2-Eu e o Micuim, adolescentes, em cima de uma mesa, assistindo à pancadaria,

3-Os irmãos Bomm juntos, catando um qualquer que passasse por perto e cobrindo o infeliz de bordoada, pondo o cara pra dormir embaixo de uma mesa,

4-Muitas cadeiras e canecas voando atrás de uma cabeça cheia de vapores etílicos,

5-As poucas mulheres presentes escondidas embaixo das mesas.

Agora a parte inesquecível, na minha memória, e que é absolutamente verdadeira.

Cansados de distribuir porrada, os meus amigos Bomm dão uma arrefecida no combate, vão abastecer as canecas que sobraram, e o Cláudio, ofegante, me vê: “porra, Mano, não é meu dia. Você acredita que entrei na briguinha pra me divertir um pouco e acabei perdendo o relógio?”

Isso o Alceu e a Regina Sperança não contam.

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