
Na última quarta-feira (29), no Museu Oscar Niemeyer, durante a assinatura do chamado Pacto para o Futuro, em que representantes do Executivo, Legislativo e Judiciário iniciaram um trabalho conjunto em torno do PPA, houve também a apresentação do secretário Guto Silva do Planejamento que falou do novo PPA. O evento muito prestigiado por várias autoridades que chegou a lembrar a famosa escolinha de Governo que Roberto Requião promovia durante os seus governos e trazia alguns pensadores para falar a todos os secretários, reitores e alguns prefeitos que eram meio forçados a estarem presentes para o boquirroto não atacar os ausentes.
Os custos daqueles absurdos eram enormes, pois vários subalternos se deslocavam desde suas cidades até a capital do estado, pernoitavam, se alimentavam por conta do estado com o cartão corporativo e retornavam as suas bases. Custos estes que nunca mais serão revelados de tanta mordomia na capital, apenas para ouvir as baboseiras do governador manda chuva na época.
FIGURAS PRESENTES NA ÉPOCA
Alguns ilustres estiveram dando seus pitacos no governo de Requião como o falecido Paulo Roberto Costa e Leonardo Boff.
DESAVENÇAS DA ESCOLINHA
Nestor Bueno e Luiz Dernizo Caron
Desavenças em público foi à marca do ex-governador, agora marginalizado pelo PT, Roberto Requião que teve uma discussão pública com Nestor Bueno, falecido em 2011, a respeito da arrecadação do Estado, por conta da liberação de R$ 1 bilhão a menos que o previsto, o que o diretor classificou como corte. Requião esbravejou dizendo “É a dificuldade de lidar com a Fazenda, que gosta de falar em corte. Não houve corte. Nós deixamos de receber”, declarou Requião. “Não me convence muito, mas eu aceito”, disse o diretor para pôr fim ao bate-boca. Com Luiz Caron, que era secretário de obras, foi com relação a reforma do Palácio das Araucárias, que na frente das câmeras de televisão reclamou do secretário de obras quanto a altura das divisórias como se fosse o dono do Palácio, soltando a voz e xingando o secretário. No outro dia Caron pediu exoneração e botou a boca no trombone na época contando como era lidar com o boquirroto.
Outro que passou vergonha na época foi o secretário da Saúde, Gilberto Martin, chamado para falar sobre a campanha de prevenção do câncer de mama. O secretário teve que ouvir a opinião do governador sobre a incidência da doença em homens. “(…) embora câncer de mama seja hoje em dia uma doença masculina também. Deve ser consequência dessas passeatas gay”, disse Requião, que há algumas semanas havia ironizado a campanha de prevenção do câncer de próstata, fazendo piada com o exame de toque e sendo repreendido por Martin.
Outro caso na escolinha foi quando Requião ironizou o baixo quórum de funcionários públicos em um dos no Museu do Olho. Requião esbravejou e disse “O (Carlos) Moreira (secretário de gabinete) me informou que o auditório está vazio porque o pessoal ainda está voltando do Rio de Janeiro, onde houve passeata no fim de semana” , disse, referindo à 14.ª Parada do Orgulho Gay do Rio de Janeiro, que ocorreu no último domingo. A declaração foi uma resposta ao ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, que chamou Requião de preconceituoso. “Preconceito dá câncer, faz mal à saúde e pode matar”, disse o ministro. Durante a reunião da escolinha, estiveram na plateia representando as minorias Igo Martini e Andrielly Vogue. A eles, Requião destacou que o governo desenvolve políticas voltadas à diversidade como “uma aposta a favor da evolução”, mas ressaltou que “muito provavelmente vocês não me verão dançando durante um desfile gay”.
AÇÃO CIVIL PÚBLICA E MUITOS PROCESSOS
Na época o Ministério Público Federal efetuou uma ação civil pública para acabar com as palhaçadas da escolinha, que haviam se tornado um palanque eletrônico e uma máquina de fabricar processos com os ataques direcionados feitos por Requião. Foi um verdadeiro deboche do governador utilizando dinheiro do estado para auto promoção e desaforos a inimigos do governo.