Estas são as duas palavras que martelam minha cabeça nos últimos dias, diante daquilo que nos rodeia através da comunicação, seja pelos meios televisivos, impressos ou nas redes sociais.
Transformando estes dois exemplos que identificam as situações que estamos vivendo, coloco-me em resguardo para evitar a contaminação geral provocada por uma pandemia.
Aliás, esta é outra palavra que, a exemplo das duas primeiras, passaram a martelar a cabeça de todos os humanos desde que ouviram falar a primeira vez em pandemia, causando um terror enorme do mundo que não estava preparado para uma nova e destrutiva guerra de proporções planetárias.
Por conta disso, imaginando que daqui a pouco, talvez, nem haja oportunidade de alguém estar lendo, ouvindo ou assistindo alguma coisa a respeito, já que o pânico vai sendo estabelecido e nos afasta de tudo quanto até aqui teve lógica, vou aproveitando o espaço e o tempo que ainda resta para colocar minha opinião, assinada e responsável, para que outros, a favor ou contra, possam tirar alguns momentos para pensar a respeito.
Não objetivo a unanimidade de opinião, até porque dizem que tal condição é burra, mas insisto no direito de falar aquilo que penso, deixando gravada na memória da imprensa a lembrança deste ser humano em descrédito com algumas coisas que estão acontecendo no mundo.
Por conta disso, procurei saber um pouco mais sobre paranoia, esta situação que tomou conta do mundo e está nos envolvendo a todo instante, ainda mais que nos recolhemos dentro do casulo familiar, impedidos de aproximação com outros humanos sob pena de uma condenação que se tornou natural e que dita os costumes da atualidade.
Este distúrbio mental, paranoia, usado na psiquiatria como um termo com forma semelhante a um delírio sistemático, vai elevando cada vez mais os obstáculos da relação com o próximo, avançando em aspectos de uma perseguição como se o tal de Coronavírus estivesse a nossa espreita pronta a atacar ao primeiro descuido.
Medo, desconfiança, amargura, caminho para a depressão, sentimento de isolamento e outros sintomas vão nos cercando no dia a dia, e com previsões assustadoras de que possa durar muito mais do que imaginamos a princípio.
Enquanto vou martelando no computador, buscando informações que me aproximem da verdade, ainda que não seja absoluta, deixo de me render ao pensamento negativo que torna uns e outros ansiosos e obcecados, a ponto de tentarem nos convencer quanto as suas visões particulares.
Cada um é cada um, ou cada coisa é uma coisa, como se diz.
Convencido de minhas observações, sem preocupação de que possa dar qualquer aula, baseado nas teorias de Freud ou de qualquer outro sumidade da área, vou aproveitando tempo de reclusão para ver, ler e ouvir, sem esquecer-se de, de forma mínima, assistir um noticiário do mundo que virou transmissor da preocupação mundial com o Coronavírus, injetado em nossa cabeça como se fosse um combustível necessário a nossa sobrevivência.
E chego ao momento em que o badalado Ministro da Saúde, figura de méritos indiscutíveis, nos abalou com a preocupação de que vamos atingir em fins de abril o colapso de uma situação relacionada ao vírus mortal que abala o mundo.
Telefonemas, e discussões em casa, que não foram poucas, deixaram claro que a palavra colapso causou um choque quase mortal e antecipado em todos nós.
Enquanto pessoalmente renovo a fé, lembrando os tempos bíblicos quando Cristo surpreendeu ao tomar água do mesmo copo de um leproso, ou de um fariseu que na época era considerado a mesma coisa pelos cristãos, mantenho a convicção de que Deus, em sua infinita bondade, não manteve a humanidade viva até o presente para jogá-la como um todo no inferno desta calamidade chamada Coronavírus.
Fechado estes parênteses, volto-me para o colapso da saúde.
A imagem que nos foi transmitida é de que por
maior que seja o nosso esforço até lá, em fins do próximo mês estaremos no pico de uma situação aterradora, isto é, sem condições de combater um mal que estará amplamente disseminado e com recursos insuficientes para deter o ritmo de infectados que sobe todos os dias.
A imagem do colapso da saúde, que já nos foi transmitido desde a Itália, Irã e outros países, contrasta com uma China, onde nasceu o problema, embora muitos não gostem que se lembre a respeito, e que depois de uns quatro meses zerou sua cota de infectados, a não ser aqueles que vem de fora.
Se formos nos basear neste cálculo, e no choque causado pela informação do Ministro da Saúde, só vamos poder sair as ruas lá por setembro, apostando em chegar ao final de 2020 totalmente livres deste mal e, quem sabe, até com uma vacina a caminho, embora digam que leva um ano para a mesma chegar aos simples mortais.
Vamos deixar de lado um pouco do pessimismo que, sem querer naturalmente, nos transmitiu o Ministro da Saúde há poucos dias, e vamos para outro colapso, tão sério quanto da saúde.
A bomba econômica já explodiu e suas consequências não ficam apenas no terrorismo espalhado pelas Bolsas de Valores de todo o mundo, diariamente, como se a única verdadeira moeda de valor fosse o dólar, mas vão muito mais adiante.
As principais economias do mundo, abaladas não apenas pelo Coronavírus da China, mas da guerra do petróleo entre a Rússia e a Arábia Saudita, nos fazem parar e pensar.
O que mais virá pela frente?
A economia mundial, baseada na palavra recessão, que grandes países passaram a admitir, deixa claro que nosso bolso vai sentir com intensidade, se já não estiver sentindo, os efeitos da globalização que traz reflexos ao mundo, atingindo grandes e pequenos países, sem distinção.
Deixo para os economistas a análise desta situação que estamos vivendo e com reflexos na economia que, pelo menos, está fazendo despertar entre todos um sentimento de solidariedade que espontaneamente vai se deixando expressar até em pessoas de coração mais duro quando se trata de sentimento em relação ao próximo.
Diante de um mundo em degradação, há muito tempo, volto-me para a natureza que ainda tem tempo de salvarmos, cumprindo cada uma sua obrigação para com o mundo em que vivemos.
Males como esse do Coronavírus que hoje coloca o mundo em pânico, estão sendo alertados há muito tempo, com tendências de piorar se não voltarmos à tentativa de equilíbrio com o meio ambiente.
Lembro de uma viagem feita em torno da América do Sul, de navio, oportunidade em que por volta de 2010, mais ou menos, tive o privilégio de fazer um cruzeiro de Buenos Aires até Valparaiso, no Chile, numa volta pelo continente que nos aproximou da Antártica, de onde trouxe a lembrança de um batismo com águas geladas no encontro do Atlântico com o Pacífico.
Foi a curiosidade em conhecer as Ilhas Malvinas, que me levaram pelo espírito jornalístico esta aventura que agradeço à Deus ter realizado, conquista que me permitiu desde então sentir a preocupação de determinadas autoridades científicas quanto a natureza e o meio ambiente que o homem vinha desde então degradando.
Com palestras e a visão de uma Antártica que já estava derretendo com velocidade preocupante, sentimos desde então o perigo de uma situação que hoje se agravou muito mais quando sabemos que temperatura acima de 20 graus naquela região que é uma das sentinelas do mundo, deixam claro que a redução global de dióxido de carbono em nosso planeta, se faz sem maior preocupação, o que é lamentável.
Uma situação que relembro de recente passado, mas que tem muito a ver com o presente, por conta da pandemia do Coronavírus que hoje exige de todos os países que se voltem pela saúde do planeta.
Desculpem tão prolongada matéria, fruto de um início do novo dia que me acordou disposto a transmitir experiência de vida, enquanto ainda é possível neste mundo que está em colapso de saúde e de economia.
Renovo a esperança de que Deus, através de nossas orações, salve o planeta, e nos faça voltar à realidade de sua mensagem: “Amai-vos uns aos outros como eu vos Amei”.