videntemente eu poderia ter nominado o comentário usando o cinza, mas imitei a classe política brasileira, e tratei de engazopar o bom senso de quem lê a coluna para imitar o que está acontecendo neste momento da política nacional, em se tratando da centro-direita e da direita mais caracterizada.
Enquanto o partido que comanda o país e nos leva a essa evidenciada desgraça econômica – e mais do que isso, a um momento de instabilidade institucional – cerra suas fileiras e estabelece com clareza o seu modus operandi para o período eleitoral que se aproxima, a oposição ao Governo trata de cuidar de instalar no seu próprio seio a diáspora e a óbvia desunião, o que tão somente confunde o eleitor brasileiro que representa cerca de 60% do eleitorado.
Este erro já aconteceu em 2022, e o resultado aí está – mas, aqui, faço um parêntese, porque não são os nababos políticos, ou seja, deputados estaduais, federais, senadores e governadores que estão pagando a conta. Muito ao contrário, pois a conta cai sobre a força de trabalho deste país e, individualmente, sobre o cidadão Jair Messias Bolsonaro, que está preso e condenado – na minha visão, em grande injustiça histórica!
Em verdade, condenado pela pior constituição do Supremo Tribunal Federal de todos os tempos, e por ministros que de há muito já deveriam estar impeacheatmados, não fosse a evidenciada corrupção de Malcolumbre, o Presidente do Senado.
Quando falo da cor cinza, o faço porque ela representa o sentimento que me vai na alma; sentimento que mais se consolidou na medida em que vazam dados de anotações de um possível candidato a Presidente chamado Flávio, que expõe a dita divisão da direita à qual me referi anteriormente.
SOBRE A DIVISÃO

Não é segredo para quem me acompanha que meu candidato a Presidente da República é o Governador do Paraná, senhor Carlos Massa. E também não é segredo que eu sustento há mais de 30 anos que gostaria – e muito! – que o Paraná tivesse um candidato a Presidente com efetivas e reais possibilidades.
Ora, quando me deparo com as tais anotações de Flávio vazadas, de propósito ou não, para a imprensa brasileira, percebo que nesta leitura há uma imposição clara de nomes ungidos pelo grupo de Flávio.
Bem assim, nesta leitura, sobraria para o Governador do Paraná a possibilidade de ser candidato ao Senado, além de apoiar o candidato de Flávio, que é Barros, o que aliás Ratinho Jr. já faz de há muito, inclusive estendendo esse apoio com cargos indicados por Barros na Prefeitura Municipal de Curitiba.
De fato, há muito tempo não converso com Ratinho Jr., e não sei, portanto, se ele mantém ou não sua candidatura. Nada obstante, gostaria de afirmar sob minha estrita responsabilidade pessoal, que eu gostaria de que ele mantivesse o seu desejo de concorrer à Presidência, custe o que custar, ou “duela a quem duela”. E explico: um candidato a Presidente tem que elencar serviços prestados, experiência administrativa e capacidade de comando. Penso que os oito anos dedicados ao Governo do Paraná, o equilíbrio das contas, o canteiro de obras e a enorme capacidade de comunicação popular de Jr. Massa, amparam a sua indicação pelo PSD.
É óbvio que as pesquisas recentes que inflaram a candidatura de Flávio têm o incremento de tantos quantos gostem da polarização, que tem sido tão danosa ao nosso país.
Faço aqui um parêntese, para deixar claro ao meu leitor que de forma alguma deixarei de manter o apoio à proposta que defendo desde há muito, que se sintetiza pela defesa da família, da educação, da segurança pública, da saúde e, sobretudo, da liberdade da cidadania. Para enfatizar que na impossibilidade de Ratinho ser candidato a presidente, por óbvio apoiarei aquele que representar os sentimentos supra descritos.
Todavia, por coerência, quero lembrar que candidato mesmo, quem quer que seja, sê-lo-á somente em 05 de agosto, após as convenções partidárias – e que pelo meu próprio espírito, não gosto de imposição.
Portanto, reitero: tenha hombridade, firmeza, e caráter, Carlos Roberto Massa Júnior, e lute para consolidar sua candidatura à Presidência – a uma, porque o Paraná merece, e a duas, porque você também fez por merecer.
A CPMI DO INSS

As investigações da Polícia Federal mostraram que o ex-Procurador Geral, senhor Virgílio Filho, adquiriu um apartamento de mais de R$ 5 milhões de reais num imóvel chamado Seventy Upper Mansion, com o tal dinheiro da farra do INSS, e que teve um acréscimo patrimonial de mais de 18 milhões de reais, ao lado de seu bem aquinhoado esposa.
Ora, este é um episódio pontual de pessoas que transitam (ou transitaram) livres, leves e soltas na capital paranaense, assim como tantas outras, continuam a fazê-lo no país ou fora dele, como por exemplo, o Lullinha do zoológico, que refestela-se em terras de Espanha.
O tempo passa e diuturnamente temos notícias da CPMI, e tais notícias só têm o condão de horrorizar e revoltar ainda mais o tão sofrido povo brasileiro.
O que efetivamente me surpreende é a nossa imensa capacidade, enquanto nação, de suportar as ações de grupos criminosos travestidos de servidores públicos e/ou parlamentares e que tais. Quando fazemos uma simples comparação entre a atividade privada da cidadania brasileira, e a esfera pública, ficamos obviamente estarrecidos, porquanto como é possível um mesmo povo ter os resultados que tem no agronegócio, por exemplo, e encontrar os resultados que encontra quando se trata da vida pública e dos serviços públicos desta mesma pátria.
O fato é que, daqui para a frente, cinco bilhões de reais começam a ser jogados nas diferentes maneiras de convencer o cidadão que as pessoas que aí estão são as que estão mais capacitadas para representar o povo brasileiro, e o que se avizinha é o que aconteceu em 22 e em 24, ou seja, mais do mesmo, e recondução em massa.
A QUINTA-FEIRA QUE FUROU A BOLHA

Nesta quinta-feira (26/02), duas situações absolutamente emblemáticas precisam ser alvo de comentários e sobretudo, de aplausos. Porque me parece que, de alguma forma, alguém gritou naquele desértico pago chamado Brasília: “eu sou brasileiro, e não aguento mais tanta patifaria”!
De fato, finalmente aprovaram a quebra do sigilo deste indivíduo que num dia era funcionário de limpeza de um zoológico e, magicamente, no outro, acordara pujante sócio de parte do conglomerado Saad de Televisão.
Claro, me refiro ao mega mágico financeiro que, filho de um presidiário que ora bate caneca na grade, ora pretende ser nominado como Prêmio Nobel, consegue influir em inúmeros negócios, mas desponta como um títere entre os ladravazes da aposentadoria do povo brasileiro.
Vive hoje, como já dito, em terras hispânicas, onde impera o euro; e segundo as referências publicizadas, o faz com amparo de um adiantamento de R$ 25 milhões de reais, que se soma há nada modesta mesada de algo em torno de 50 mil euros. Parece que tendo a CPI finalmente aprovado a quebra do seu sigilo telemático e fiscal, terá o mesmo destino que o pai já teve alhures, a saber, espancar as grades com ajuda de uma indefectível caneca, vale dizer, “bater caneca na grade”.
Ouso afirmar que deste futuro presidiário espero muito, dada a sua capacidade de reinventar-se. Por isso, já em breve tempo, teremos a certeza de que ele frequentará as redes sociais como professor de um curso à distância chamado “Hoje sou Presidiário, amanhã, serei Presidente da República”.
Ainda nesta mesma manhã de quinta-feira (26), tive acesso à violentíssima carraspana que o Senador Eduardo Girão vis-à-vis, frente a frente, aplicou no Presidente do Senado da República, esse desqualificado e imoral cidadão chamado Davi Alcolumbre. O leitor pode até duvidar que isto resulte em alguma coisa prática, em alguma coisa que nos aproxime de um país sério, de um país em que o cidadão se sinta efetivamente representado – mas quero dizer que nesta quinta-feira senti orgulho, tanto de Girão quanto dos membros da CPMI contra o roubo da terceira idade.
As consequências políticas desta quinta-feira, que ainda não deixou de ser plúmbea, estão à distância de uma análise mais embasada na realidade. Mas que há que comemorar, não há dúvida nenhuma que há.
E O PARANÁ?
Nesta quinta-feira (26), retorna ao estado Carlos Roberto Massa Junior, e com o seu retorno, muita gente espera que finalmente ele se pronuncie, dizendo não através de gestos ou pela “trombeta de membi tarará”, como por exemplo, sói ser o Secretário de Agricultura, o que realmente pensa sobre o pleito regional e nacional.
Sobre o nacional, já escrevi acima, e creio que ele não pode fugir de sua missão histórica; em relação ao Paraná os seus interlocutores mais próximos cravam o apoio a Guto Silva. O fato é que, seja como for, vazaram as anotações do filho do ex-presidente – não contestadas, aliás.
Eis que sugerem o Governador do Paraná submisso ao PL, subscrevendo o deputado de Londrina para o Senado, e submetendo-se ao desejo do próprio PL, deixando via de consequência de ter decisão própria e sendo assim, um mero avalista de deputado federal e tão somente um candidato a uma vaga de Senado.
O destino, me parece, ter reservado a Carlos Roberto Massa Junior um papel mais relevante do que porta-voz do desejo do PL; o que, aliás, já foi confirmado por Kassab, na condição de Presidente do PSD.
Não me parece que Ratinho Junior, nesta etapa depois de um brilhante e inesquecível período de governo vai se submeter à posição de “guri de recado” do PL.
JUIZ LADRÃO? NÃO! ÁRBITRO LADRÃO
Não sei quem manda no Coritiba, mas sei da grandeza do clube do Alto de Todas as Glórias, e sobretudo, do amor que a torcida alviverde tem pelo seu escudo. Pois muito bem, o Coritiba foi prejudicado na abertura do campeonato, no jogo com o Bragantino; e na quarta-feira (25), no jogo contra o São Paulo Futebol Clube foi violentamente roubado. Só não aceito que se adjetive o árbitro de futebol como se fora “juiz ladrão”.
Normalmente quando a gente pensa em juiz ladrão, nosso imaginário vai para o STF, porque no campo de futebol a nominata correta é árbitro ladrão. Agora, não sei se o árbitro ladrão é o senhor Wilton ou o ladravaz vem do tal VAR, ou se é o conjunto deles, o que já configuraria uma quadrilha.
O fato é que, com essa corja envolvida no futebol, vai ser bem difícil de nós, algum dia, conquistarmos o Hepta.
ORAÇÃO DE OGIER BUCHI:
Senhor, parece que definitivamente esqueceu do Brasil… Amém.