Pré-candidatos do PL e do Novo para as eleições de 2026 começaram a ventilar nessa semana certa ciumeira com a onipresença de Rosângela Moro em agendas públicas de Sérgio Moro pelo Paraná. A questão é que não conseguem colar a imagem no ex-juiz por conta da marcação da atual deputada federal por São Paulo, cujo projeto agora está no Paraná.
A leitura dos bastidores é que Rosângela pode atrapalhar planos de lideranças mais consolidadas das siglas no Paraná, principalmente porque pode roubar votos em áreas geográficas consideradas estabelecidas. Os concorrentes também temem ver pouco dinheiro do fundo eleitoral para turbinar postagens ou viagens, o que não deve acontecer com a esposa de Moro, que poderá levar grande vantagem nesse quesito.
Aliados também apontam que a “Janja do Moro” ainda ajuda a reforçar a memória da tentativa de mudança para São Paulo, no caso do senador, e a eleição dela como “paulista”, após o aval da Justiça Eleitoral.
E o mar não está para peixe. Nessa semana, blogs e políticos voltaram a lembrar da ligação de Rosângela Moro com a Triunfo, que passa por um processo de falência. Rosângela é prima de Luiz Fernando Wolff Carvalho, que é um dos proprietários da empresa. Ele chegou a ser preso na Lava Jato e na época o próprio Sérgio Moro pediu suspeição.
E nas últimas horas Rosângela Moro também votou contra o fim da escala 6×1 no Congresso Nacional. Apenas 22 deputados votaram contra na discussão de primeiro turno.