Projeção do Oscar movimenta o comércio vizinho ao Cine Passeio

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Para Gleici Costa da Silva, 2026 começou no domingo (15/3), com a exibição do Oscar na fachada do Cine Passeio.

Há dois anos à frente do Ooba Restaurantes, Lanches e Açaí com o marido e o filho, ela diz que os primeiros meses do ano tiveram movimento mais fraco do que o habitual. “Teve dia em que só vendi três pratos no horário do almoço. Para quem não vendia menos que 20, é muito pouco”, ela conta. 

A noite do Oscar marcou o ponto de virada. O casal reforçou o estoque de bebidas e preparou uma quantidade maior de salgados para responder ao aumento na clientela. Valeu a pena. “Finalmente o ano começou”, comemorou Gleici.

A história da família Costa da Silva é um indício de como o Cine Passeio e outras iniciativas da Prefeitura de Curitiba estão ajudando a mudar o perfil econômico do entorno da Rua Riachuelo. A projeção do Oscar foi uma espécie de celebração a esse ressurgimento, com muitos estabelecimentos abertos até mais tarde e a presença de ambulantes vendendo pipoca e refrigerantes, entre outros produtos.

Mesmo quem não abriu na noite do Oscar comemora os resultados. Giovanni Sandu, que trabalha com os pais e irmãos no Empório Sandu Produtos Naturais, bem em frente ao Cine Passeio, estava na torcida. “O nosso perfil de produto não combina com a festa, mas ela movimenta mais a rua e é muito bom para todos por aqui”, disse.

No restaurante Rango de Planta, na esquina da Rua Riachuelo com a Carlos Cavalcanti, a projeção do Oscar demandou mudanças logísticas e de pessoal. Por causa da interdição das ruas, que impedia o acesso dos motoboys, o estabelecimento suspendeu o atendimento por delivery no domingo. Aumentou o estoque de porções e de bebidas, como água e refrigerantes – a casa não vende bebida alcoólica. Dobrou o número de pessoas no atendimento (de três para seis). 

“No ano passado, a demanda foi muito maior do que nós esperávamos, acabaram todos os nossos estoques. Desta vez estávamos preparados”, disse Luigi Miguel Melnechuky, que administra o local com a mãe, Silvia.

Luigi conta que assistiu O Agente Secreto, o filme brasileiro que concorreu em quatro categorias, logo na primeira semana que entrou em cartaz. Na vizinhança, entretanto, vários comerciantes ainda não viram o filme. Gleici, que trabalha no restaurante das 9h às 22h e ainda cursa faculdade de Gastronomia, conta que não conseguiu tempo para ir ao cinema. “É uma falha, quero muito ver o Wagner Moura”, diz.

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