As lideranças do PT ainda não conseguiram absorver o erro de não ter abortado a candidatura de Roberto Requião (PT) no Paraná, quando estavam decidindo a redução de 13 para 9 nos estados em agosto de 2022.
Na época em função da redução de custos e de direcionamento da verba do fundo totalmente para Lula, a direção petista iria optar por nove candidatos que teriam força para incomodar nos estados e dar um palanque com sustentação para Lula durante a campanha. Requião estava na mira, mas foi bancado por Lula, que naquele ritmo só tinha olhos para a disputa presidencial aceitando passivamente para que as coisas fossem como ocorreram, ou seja, Requião sem nenhuma chance de vencer Ratinho Jr. ou sequer ir para um segundo turno o que poderia ajudar nesse momento para fazer mais votos no Paraná
Diante de um cenário iminente de derrota para o atual governador Ratinho Jr., que liderava disparado em todas as pesquisas, Requião não foi rifado e o partido acabou gastando todas as velas com um defunto ruim que não acrescentou nada a sigla no estado.
O inevitável aconteceu e Roberto Requião sofreu a maior derrota acachapante de sua vida ao ser massacrado pelas urnas com mais de 69% de votos a favor do atual governador, decretando a aposentadoria previamente anunciada em todas as cidades do Paraná.
A chapuletada foi grande, pois Ratinho Jr. venceu em 379 dos 399 municípios do Paraná, atingindo 95 % de cobertura das cidades em todo o estado e Requião do PT, o segundo colocado, teve apoio de apenas 26,2% dos eleitores.
Para muitos militantes a escolha de Requião foi totalmente prejudicial ao partido, pois Lula fez mais votos que o candidato petista independentemente, atingindo 35% de votos contra 55 % de Bolsonaro no estado. Analisando friamente Lula, carregou nas costas Requião e ainda o salvou de um vexame ainda maior, pois ele só chegou a 26%.