Três anos após o início do atual governo, uma avaliação do Tribunal de Contas da União (TCU) revela um quadro preocupante: políticas públicas mal planejadas, mal executadas e sem resultados mensuráveis, apesar do alto custo para os cofres públicos.
O Relatório de Fiscalizações em Políticas e Programas de Governo (RePP 2025) aponta 45 falhas graves em nove políticas estratégicas do governo Lula, incluindo Bolsa Família, Mais Médicos e Política Nacional Aldir Blanc. Juntas, essas ações consumiram R$ 379,1 bilhões apenas em 2024.
Além da quebra das estatais, denúncias com rombos no INSS, aumento recorde da dívida pública em R$ 8 trilhões, o TCU afirmou que mais da metade das políticas não possui diagnóstico adequado do problema que deveria resolver. Em outras palavras, o governo gasta sem saber exatamente o que enfrenta ou onde quer chegar. Apenas 22% dos programas têm metas claras, e nenhum apresenta indicadores eficazes para medir resultados.
O padrão se repete: lançamentos, anúncios e discursos, mas pouca estrutura técnica, planejamento ou controle. Em 44% das políticas, o governo sequer avaliou alternativas antes de escolher os caminhos adotados, elevando o risco de desperdício e ineficiência.
Para especialistas, o cenário revela ausência de gestão profissional. Sem metas, indicadores ou linhas de base, não há como avaliar resultados, corrigir erros ou responsabilizar gestores. O efeito prático é um Estado que opera no escuro, gerando despesas crescentes para os brasileiros sem retorno proporcional em serviços ou políticas públicas efetivas.
Mesmo diante dos alertas do TCU, a maioria dos ministérios evitou comentar as falhas apontadas. O silêncio reforça a percepção de um governo mais preocupado com a propaganda de programas do que com sua entrega concreta.
Após três anos, o diagnóstico do órgão de controle é claro: falta competência administrativa, sobra improvisação — e a conta segue sendo paga pelo contribuinte.Os casos piores:
BOLSA FAMÍLIA
O TCU apontou fragilidade na governança do Bolsa Família, com impactos potenciais na execução dos pagamentos e no controle das condicionalidades. A auditoria identificou três achados, concentrados em governança, gestão e monitoramento. Segundo o tribunal, essas falhas reduzem o impacto social do programa. O Ministério do Desenvolvimento Social não se manifestou.
PREVIDÊNCIA SOCIAL RURAL
No caso da Previdência Rural, o TCU identificou diagnóstico insuficiente e desenho incompleto da política. A ausência de dados precisos sobre beneficiários e regras claras compromete a efetividade do programa.
MAIS MÉDICOS
O programa apresentou cinco achados de auditoria, envolvendo falhas em planejamento, diagnóstico, governança e análise de alternativas. Para o TCU, a ausência de planejamento detalhado pode comprometer a alocação eficiente de profissionais.
O Ministério da Saúde defendeu o programa, afirmando que ele garante atendimento em regiões vulneráveis e atende cerca de 67 milhões de brasileiros, mas não comentou diretamente as críticas do tribunal.
FERRO NA BONECA!
REFORMA TRIBUTÁRIA PARA SAPECAR NO POVÃO EM 2026! A partir de janeiro de 2026, entra um período de transição para o novo modelo de impostos no país. Mas só em 2027 que os contribuintes vão começar a pagar os novos tributos. A transição completa termina em 2033. Com a Reforma Tributária, sancionada em janeiro deste ano, os impostos ICMS, ISS, PIS e COFINS serão substituídos por dois novos: IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) e CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços). O período de transição para um novo modelo de tributação sobre o consumo começa a partir de 1º de janeiro de 2026, em fase de teste e já tem até um período de transição de 2026 a 2032