Eleito governador no último dia 7 de outubro, Ratinho Junior (PSD) terá entre as suas principais missões encontrar um nome de consenso para presidir a Assembleia Legislativa. Historicamente, o chefe do Executivo costuma ter maioria folgada entre os deputados para aprovar projetos. A partir de 2019, porém, a Casa estará fragmentada em 20 partidos e terá os bolsonaristas do PSL como a maior bancada. E Ratinho precisará chegar a um denominador comum entre cumprir a promessa de campanha de cortar gastos e acabar com a “velha política”, e, ao mesmo tempo, ter apoio suficiente que lhe garanta a famosa governabilidade. As informações são de Euclides Luca Garcia na Gazeta do Povo.
Ademar Traiano:Atual presidente da Assembleia, Traiano ignorou a formalidade de o PSDB estar coligado à Cida Borghetti (PP) nesta eleição e, desde o início, anunciou abertamente que apoiaria Ratinho. Em troca, recebeu a promessa de que continuaria no comando da Casa em 2019. Nos bastidores, afirma-se que o governador eleito estaria propenso a cumprir o acordo. A tarefa, no entanto, não será fácil.
Luiz Claudio Romanelli:Entre os deputados eleitos para a próxima legislatura, Romanelli é disparado um dos mais experientes na articulação entre governo e Assembleia – basta ver que ocupou o posto de líder de duas gestões completamente distintas: Roberto Requião (MDB) e Beto Richa.
Guto Silva:Além de ser o deputado mais próximo de Ratinho, Guto leva a vantagem de estar no primeiro mandato e ter apenas 41 anos, o que pode passar a imagem de renovação na política local.
Fernando Francischini: Surfando na onda bolsonarista que tomou conta do país, Francischini foi eleito com mais de 427 mil votos, a maior votação da história do Paraná entre deputados estaduais. De quebra, ajudou a fazer do PSL a maior bancada da Assembleia para 2019, com oito parlamentares.