QUEM IRÁ BEIJAR A LONA DA CASSAÇÃO? DENÚNCIAS DE ARRUDA E FREITAS IRÃO A CORREGEDORIA,MAS QUEREM PROTEÇÃO POLICIAL!

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Em função de todas estas acusações pessoais nesta Casa, que não é um ringue, eu tomarei medidas duras e enérgicas a partir de agora”, disse Traiano, justamente entre o discurso de Arruda e Renato Freitas — que novamente trocaram “jabs e diretos”. “Esta Casa não é para inconsequentes e irresponsáveis”, esbravejou o presidente Ademar Traiano sob os olhares atentos dos “brigões”.

Segundo os detalhes do blog Politicamente a “guerra pessoa e pública” travada entre os deputados estaduais Ricardo Arruda (PL) e Renato Freitas (PT) ocorridas nas sessões desta semana na Assembleia Legislativa deve dar uma boa refrescada, com os ataques pessoais que devem diminuir. O presidente da casa, o deputado Ademar Traiano, “puxou a orelha” dos “brigões” e determinou à Corregedoria da Casa, comandada pelo deputado Artagão Júnior, que inicie imediatamente um processo para avaliar as denúncias feitas de parte a parte e, em caso de veracidade, que o caso seja remetido ao Conselho de Ética da Alep.

ATAQUE DE RICARDO ARRUDA CONTRA RENATO FREITAS

“Recebi várias ameaças por seguidores meliantes desse deputado infrator, invasor de igrejas. São 17 boletins de ocorrência, nunca tivemos um deputado com essa folha corrida policial. Eu não tenho medo de ameaça não, aqui o buraco é mais embaixo. (…) Após o registro do BO, esse deputado gravou vídeos dizendo que ‘só porque sou neguinho da periferia, querem me destruir’, se vitimizando pela cor da pele, o que é uma vergonha. Malandro e vagabundo há de todas as cores. Tenha vergonha na cara”, disse.

ATAQUE DE RENATO FREITAS CONTRA RICARDO ARRUDA

“Eu pedi, Ricardo Arruda, para que se arrependa. Não o ameacei, não o injuriei, não levantei levianas acusações, embora as acusações não sejam levianas por parte do Ministério Público. Não é um bate-boca pessoal, senhor presidente [Ademar Traiano], uma vez que a acusação é pública, feita pelo Ministério Público e muito interessa a essa Casa. Ricardo Arruda responde por tráfico de influência e, segundo a denúncia, cobrava propina de R$ 50 mil a R$ 70 mil reais para readmitir policiais expulsos da corporação”, destacou.

Nos corredores da Casa é quase unânime a posição que a “guerra pessoal” travada entre Arruda e Freitas já extrapolou o razoável. É bem verdade, que logo após a eleição em outubro de 2022, já se imaginava um choque de posições entre os dois — mas acreditava-se que ficaria no campo político, não pessoal. Hoje Traiano deu um basta e, caso a troca de acusações permanece, Arruda, Freitas ou ambos, podem ter o mandato cassado.

AGORA QUEREM PROTEÇÃO POLICIAL

Ricardo Arruda e Renato Freitas pedem proteção policial

Nesta segunda feira parece que O “puxão de orelhas”  surtiu efeito segundo as informações do Blog Politicamente. Os deputados Ricardo Arruda (PL) e Renato Freitas (PT) baixaram o tom e nas últimas sessões evitaram desferir mutuamente críticas pessoais. A divergência política, há tempo, ficou em segundo plano submergindo uma briga pública e pessoal.

Ainda cedo para pensar num hasteamento de bandeira branca entre eles, mas a ameaça de que as ofensas pessoais podem agora parar no Conselho de Ética da Assembleia Legislativa provocou uma mudança de comportamento — resta saber se momentânea ou um pouco mais duradoura.

A troca de acusações é mútua e, na percepção de alguns deputados de cabeça branca, com dezenas de anos na Alep, a briga pública tem “baixado o nível” na Casa de Leis jogando holofote para uma situação que só desabona o trabalho parlamentar.

A mais recente novidade envolvendo a dupla Freitas/Arruda é que ambos solicitaram à Mesa Executiva da Casa proteção policial. Mas um detalhe chamou a atenção: o petista não quer que policiais façam sua segurança, restando a opção de uma escolta privada. Resta saber quem vai custear isso.

A Mesa Executiva da Alep ainda não respondeu aos pedidos dos deputados Arruda e Renato Freitas.

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