Mesmo com todo o declínio da imagem de Flávio Bolsonaro com Daniel Vorcaro nas últimas pesquisas, o grupo de militantes e puxa-sacos conhecido por Prerrogativas, formado por advogados aliados do presidente Lula, estão demonstrando o maior medo com o impacto eleitoral do filme sobre a facada em Jair Bolsonaro. O grupo acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para tentar barrar a exibição do longa “Dark Horse”, cinebiografia sobre Bolsonaro prevista para estrear antes da eleição de 2026.
A preocupação da esquerda é que o filme reacenda a comoção em torno do atentado de 2018 e fortaleça novamente o bolsonarismo no momento mais sensível da disputa presidencial. Na ação, os petistas alegam que a produção poderia funcionar como propaganda política de grande impacto eleitoral.
O pedido também solicita investigação sobre os cerca de R$ 61 milhões usados na produção do filme. Para justificar a tentativa de barrar o longa, os aliados de Lula citaram o precedente de 2022, quando o próprio TSE suspendeu temporariamente o documentário “Quem Mandou Matar Jair Bolsonaro? ”, da Brasil Paralelo, durante a campanha presidencial.
A ação será distribuída para um dos ministros do TSE, atualmente presidido por Nunes Marques. Em fevereiro, o TSE negou liminares dos partidos Novo e Missão para impedir o desfile da Acadêmicos de Niterói em homenagem a Lula, classificado como propaganda antecipada pela oposição. O PL pediu investigação do financiamento do desfile, mas o caso foi arquivado.