Jair Bolsonaro indicou que, se eleito, não vai reconduzir a atual procuradora-geral da República, Raquel Dodge, para mais dois anos de mandato à frente do Ministério Público Federal em 2019. Em abril, Dodge denunciou Bolsonaro pelo crime de racismo, depois que o deputado federal “usou expressões de cunho discriminatório, incitando o ódio e atingindo diretamente vários grupos sociais” durante uma palestra no Clube Hebraica, no Rio de Janeiro, quando fez críticas a comunidades tradicionais, como quilombolas.
O recado do presidenciável surgiu quando foi perguntado no Jornal Nacional sobre seus critérios para a escolha do próximo PGR. Segundo Bolsonaro, se ele for eleito, o escolhido será alguém “que respeite a Constituição e os parlamentares, que tem imunidade em suas palavras, opiniões e voz”. Essa foi a principal tese do deputado em sua defesa contra a denúncia de Dodge, alegando que parlamentares federais tem imunidade legal sobre discursos.As informações são da revista Veja.