Os três governadores pré-candidatos à Presidência da República em 2026, Ratinho Jr. (PSD), do Paraná, Ronaldo Caiado (União Brasil), de Goiás e Romeu Zema (Novo), de Minas Gerais, sinalizaram um pacto de união mútua caso algum deles chegue ao segundo turno contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Em discurso na 90ª edição do Expozebu, no último sábado (26), que reuniu figuras do agronegócio em Uberaba (MG), dois deles fizeram críticas a Lula e falaram em uma união do grupo de centro-direita.
O primeiro deles foi Caiado.
– Vocês podem ter certeza absoluta, cravarem e apostarem de que em 2026 a centro-direita chegará a subir no Planalto e chegará ao comando desta Nação – discursou, reforçando a união entre os três.
Caiado declarou que “qualquer um de nós que for para o segundo turno terá o apoio de todos nós”.
Zema foi o mais duro ao criticar Lula.
– Ano que vem, Caiado, Ratinho, tenho certeza que nós estaremos tirando esse governo que persegue quem produz, persegue quem trabalha, e o Brasil não merece – afirmou.
Ratinho evitou fazer menções ao governo e preferiu elogiar os outros governadores e falar do ótimo momento que o Paraná atravessa. Já o presidente do PSD, Gilberto Kassab, que também esteve presente no Expozebu, afirmou que neste momento o partido busca melhor espaço na Esplanada dos Ministérios.
– Mostramos ao país que, quando se governa com seriedade, o resultado é esse que entregamos – afirmou Kassab se referindo aos estados em que a sigla comanda ao citar Ratinho Jr. Falou também que o PSD cogita a retirada de candidatura se depender do cenário político em 2026 para apoiar o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), caso ele decida participar dessa mesma disputa.
– Tarcísio tem dito que não é candidato. E o que eu sinto no partido, do próprio Ratinho que é candidato, se o Tarcísio sair, essa questão terá que ser discutida, afirmou Kassab.
Desses três pré-candidatos que estavam na EXPOZEBU, Caiado foi o primeiro a realizar um ato de pré-candidatura, no começo do mês de abril, os outros dois continuam em estudos e viajando pelo país mostrando os resultados da gestão.
Zema, Caiado e Ratinho não mencionaram nesses discursos que as pesquisas mostram os eleitores de direita compromissados com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ou nome que o represente. Um candidato que dispute a eleição sob seu apoio e sua bênção deverá desequilibrar o jogo, segundo a análise do pleno.news.com.br.
As coisas começam a ficar mais claras com relação a uma forte união da direita, principalmente com a inelegibilidade de Jair Bolsonaro e também se Tarcísio abrir mão de disputar a presidência. Todos os três sabem muito bem que se houver um racha na direita o favorecimento a Lula será inevitável e a reeleição será consumada.
A DIREÇÃO