O governador Ratinho Junior (PSD) utilizou nesta segunda-feira (14) um direito de resposta exibido durante o programa eleitoral de Sergio Moro (PL), para desmentir uma alegação falsa do senador sobre uma suposta aliança entre os dois nas eleições de 2018 e 2022. Ele também reafirmou que o deputado federal e ex-secretário estadual Sandro Alex (PSD) é o seu único candidato ao Governo do Paraná.
“Olá, sou Carlos Massa Ratinho Junior, governador do Paraná. Estou aqui exercendo o direito de resposta no programa do candidato Sérgio Moro, pois ele faltou com a verdade. No dia 31 de agosto, a propaganda eleitoral do candidato Sérgio Moro afirmou que ele foi meu aliado em 2018 e 2022. Isso é mentira”, afirmou Ratinho Junior.
O governador também deixou claro seu posicionamento na eleição deste ano. “Nessa eleição, o meu único candidato ao governo do Estado é o Sandro Alex, do meu partido, o PSD, número 55. Que a verdade seja reestabelecida.” Ao final da mensagem, Ratinho Junior fez um apelo pela união e pela verdade. “Sigamos unidos em paz, sempre com a verdade e Deus no coração”, concluiu.
O direito de resposta foi concedido pela Justiça Eleitoral após representação apresentada pelo PSD contra propaganda veiculada pela campanha de Moro em 31 de agosto. Na decisão que determinou a resposta, a juíza Claudia Cristofani afirmou que Moro atribuiu a si próprio uma aliança política com Ratinho Junior que, na realidade, nunca existiu.
“A aliança não se confunde com mero apoio político e sugere uma formalização ou estabilidade, sabidamente inexistente entre as partes”, afirma a decisão. Segundo a magistrada, a propaganda, ao atribuir a Moro uma aliança política pessoal anterior com o governador, “desvirtua a verdade dos fatos e induz o eleitorado a erro”.
A decisão também ressalta que, em 2018, Moro ainda ocupava o cargo de juiz da 13ª Vara Federal Criminal de Curitiba e não disputava uma eleição. Já em 2022, Moro concorreu ao Senado pelo União Brasil, enquanto Ratinho Junior disputou a reeleição ao Governo do Paraná e apoiou outro candidato ao Senado.
O episódio já havia levado o Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) a determinar, por unanimidade, a suspensão da propaganda de Moro. Na ocasião, a Justiça Eleitoral classificou a afirmação como “sabidamente inverídica”.