REPÓRTER CHIPA: BARROS E A CPI

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Cada vez mais o nome de Ricardo Barros figura na CPI da Covid, no Senado Federal. O relator Renan Calheiros disse, por exemplo, que Marcos Tolentino, que seria uma espécie de sócio oculto do FIB Bank, é ligado a Ricardo Barros.

Para recordar: O FIB Bank foi quem deu garantias para a Precisa vender vacinas ao Ministério da Saúde. Mas nos depoimentos da CPI, Roberto Pereira negou qualquer relação de sua empresa com o deputado.

COISA PEQUENA

Como dizia o nosso saudoso Luiz Fernando Fedeger: “Debaixo dessa farofa tem linguiça”. E como tem!  A turma da CPI está incrédula com as declarações de Roberto Pereira, do FIB Bank.

Pereira disse que sua empresa é pequenina, de pequeno porte. Imaginem! O capital social é de R$ 7,5 bilhões, e tem apenas duas pequenas sedes, uma em SP e outrem Maringá, no Paraná. Pereira disse que o faturamento foi de apenas R$ 650 mil reais este ano.

FRITANDO HAMBÚRGER

A Polícia Federal chegou no deputado Eduardo Bolsonaro nas suas investigações sobre a denominada “organização criminosa digital”, aquela que pretendia questionar, ilegalmente, a lisura das urnas eletrônicas. O inquérito já está no Supremo, nas mãos do ministro Alexandre de Moraes.

Os investigadores já se convenceram que o fritador de hambúrguer é um dos líderes do “núcleo político” do que qualificam como organização criminosa. O deputado, assim como seus irmãos Carlos e Flávio, foi citado na abertura do inquérito.

COM BANNON

Eduardo Bolsonaro, segundo informações da PF, coordena a interlocução com Steve Bannon, ex-estrategista de Trump. Ele é quem dissemina, com outros integrantes, os ataques digitais ilegítimos contra o Supremo e as urnas eletrônicas, a fim de desestabilizar as instituições democráticas e, consequentemente, beneficiar seu grupo político.

Agora os policiais querem autorização superior para adotar medidas mais diretas, de modo a avançar na participação de Eduardo Bolsonaro nos fatos que avaliam configurar crimes. Os indícios também podem ser usados, por conexão, em outros inquéritos em curso no Supremo – sobretudo no inquérito 4.781, das denominadas fake news, também tocado por Moraes.

INCLUSIVISMO NO MEC

‘Inclusivismo’. Este é o termo usado pelo ministro da Educação, Milton Ribeiro. Trata-se de um termo da teologia, que está sendo adaptado por ele para falar da educação de crianças com deficiência. O problema, entretanto, não é o termo, mas a ação e as políticas pronunciadas nos últimos dias que foram extremamente desgastantes.

POLITIZAÇÃO DAS PMs

Depois que o governador de São Paulo, João Dória afastou do cargo o Chefe do Comando de Policiamento do Interior, coronel Aleksander Lacerda por politizar a função e convidar seus amigos para a manifestação bolsonarista do dia 7 de setembro em Brasília, o PDT aciona Ministério Público nos estados e pede apuração sobre politização das Polícias Militares.

Os atos indisciplina constam da conduta das PMs, que não tem vínculo com o Exército, mas que segundo o governador paulista como um exemplo grave de insubordinação. O coronel tinha sob o seu comando 5 mil policiais e não poderia ter divulgado uma ação dessa natureza.

DISCO SEM PORTEIRA

Por falar do ato de 7 de setembro, o cantor Sérgio Reis deve mesmo anunciar a sua aposentadoria. Ele não vai mais lançar o disco de parcerias que pretendia. Quem garante é o filho do produtor.

Depois das desistências de Zé Ramalho, Maria Rita e outros em reação a falas de Sérgio, álbum não vai mais sair, diz Bavini, filho do cantor: ‘Disco não existe mais’. Até porque ele foi desautorizado a usar as músicas de vários compositores, entre eles, Guilherme Arantes.

SEGUIR A CONSTITUIÇÃO

comandante do Exército, Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira, discursando no Dia do Soldado, mandou uma indireta ao presidente Jair Bolsonaro, meio sem querer, querendo.

No seu pronunciamento destacou que o Exército seguirá a Constituição. Se não foi uma indireta no queixo do presidente, pode-se dizer que o general foi muito descuidado.

E se for mesmo um golpe no queixo de Bolsonaro, o presidente terá que se contentar com o outro golpe sendo comandado pelo Batoré e pelo Sérgio Reis.

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