O encontro entre dirigentes do Novo e o governador Ratinho Junior, na rádio Massa em Santa Felicidade , esteve longe de ser apenas uma comunicação protocolar. Nos bastidores, a avaliação é de que a reunião serviu como um aviso claro de que a mudança de lado já estava decidida — e que a “trairagem” viria em questão de dias.
Até pouco tempo antes, os mesmos nomes que agora anunciam apoio a Sergio Moro circulavam com desenvoltura no entorno do governo. Paulo Martins, por exemplo, foi alçado ao Palácio com status e salário de secretário. Deltan Dallagnol, por sua vez, emplacou diversas indicações na Prefeitura de Curitiba após integrar o grupo político de Paulo Pimentel.
Lucas Santos e Jeffrey Chiquini também faziam parte da base aliada durante a campanha em 2024 mantinham trânsito aberto no governo. Ainda assim, foram pessoalmente comunicar que estavam deixando o barco — num movimento visto por interlocutores como previamente ensaiado.
A leitura dentro do governo é de que o rompimento não foi repentino, mas construído silenciosamente enquanto o grupo ainda ocupava espaços estratégicos tanto no Estado quanto no município, aguardando a cartada de Moro rumo ao PL.
O episódio expõe um cenário político de bastidores em que aliados de ontem anteciparam, em reunião reservada, uma mudança de rota já definida — deixando no ar a sensação de que o desembarque da traíragem foi apenas a formalização de uma decisão tomada bem antes.
O que fica mais estranho de toda está tropa é Paulo Martins, que foi sempre um parceiro de casa do governador e faz está jogada política depois de todos os anos em que foi carregado por Ratinho Jr. , inclusive o transformando em vice prefeito de Curitiba.