Sesi e Senai têm salto incomum em aditivos de preços de contratos na gestão Vasconcelos

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O deputado estadual Marcelo Rangel, presidente da Comissão de Fiscalização e Assuntos Municipais da Alep, apresentou novos dados de aditivos de contratos da Federação das Indústrias do Paraná (Fiep) nesta segunda-feira (16) e afirmou que fará um novo requerimento de informações à entidade. Ele já havia levantado dúvidas sobre contratos de jardinagem da instituição na semana passada.

Desde o fim de 2023, o comportamento contratual de duas das principais instituições do Sistema Fiep – Sesi e Senai – passou por uma mudança brusca, com aumento expressivo no número de aditivos de preço. O movimento ocorre justamente no período em que Edson Vasconcelos assumiu a presidência da Fiep.

Um novo levantamento realizado nos Portais de Transparência das duas entidades, que mostram que o uso de aditivos – mecanismo previsto em lei, mas que, quando acionado em larga escala, costuma levantar dúvidas sobre planejamento, critérios técnicos e governança – ganhou força ao longo da atual gestão.

No Sesi, 60 dos 170 contratos firmados desde o início da gestão receberam aditivos de valor, o equivalente a 35% do total. Juntos, esses contratos somam R$ 447,5 milhões em despesas, considerando valores originais mais aditivos — dos quais R$ 257,3 milhões correspondem somente às parcelas adicionadas posteriormente.

No Senai, a proporção é ainda maior: 53 dos 127 contratos (41%) tiveram seus preços alterados após a contratação. Nessas situações, o montante movimentado chega a R$ 334 milhões, já com aditivos incluídos, sendo que R$ 274,8 milhões dizem respeito exclusivamente aos valores acrescidos durante a execução contratual.

A prática de aditivar contratos não configura, por si só, uma irregularidade. Pode decorrer de necessidades justificadas, como ajustes de escopo ou atualização de custos.

O que chama atenção, neste caso, é a dimensão do salto. Em 2022, por exemplo, último ano completo antes da chegada de Vasconcelos, apenas um contrato do Sesi e um do Senai tiveram aditivo em todo o ano, segundo planilhas disponíveis nos mesmos portais de transparência.

A discrepância entre os períodos acende um alerta para possíveis falhas de planejamento. Em órgãos públicos e entidades do Sistema S, um volume elevado de aditivos costuma sinalizar problemas no dimensionamento inicial das contratações.

A dificuldade de análise é ampliada pela baixa transparência institucional em que se encontra o Sistema Fiep atualmente. Diferentemente do Sesi e do Senai, que ao menos disponibilizam dados de transparência em seus respectivos portais, o portal da transparência da Fiep permanece em branco, impedindo a verificação de padrões semelhantes dentro da entidade central.

A ausência de dados unificados e estruturados dificulta comparações, análises de tendência e o acompanhamento de gastos. Este contexto abre margem para dúvidas justamente num momento em que o volume de alterações contratuais das instituições cresce.

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