A ciranda das cadeiras no governo Ratinho Jr. está prestes a começar. Com o retorno das férias nesta quinta-feira (26), o governador deverá dar início na primeira semana de março da ampla reforma no secretariado, ajustando peças no tabuleiro de olho nas eleições de 2026 — e no próprio futuro político. Com 60 % de mudança nos cargos de secretários, Ratinho Jr. deverá compor com pessoas do segundo escalão e algumas novas figuras que serão indicadas pelos partidos e deputados, que serão base de apoio na campanha até outubro. Estas alterações fazem parte do jogo político e também da fatia que cada sigla terá por caminhar junto em campanha que não será fácil em função de que o adversário Sergio Moro do PSD, já está fazendo campanha há muito tempo e liderando as pesquisas no estado.
MUDANÇAS NO SECRETARIADO
O troca-troca promete ser intenso. Pelo menos 15 dos 26 secretários devem deixar os cargos até 4 de abril, prazo final de desincompatibilização previsto no calendário eleitoral. A lista de possíveis candidatos é extensa e inclui nomes de peso como Guto Silva, Rafael Greca, Leandre Dal Ponte, Luizão Goulart, Beto Preto, Sandro Alex, Ulisses Maia, Márcio Nunes, Hudson Teixeira, Leonaldo Paranhos, Marco Brasil, Do Carmo e Rogério Carboni. O subchefe da Casa Civil, Lúcio Tasso para a ALEP e Santin Roveda do DETRAN para uma cadeira na Câmara Federal .
A decisão sobre quem sai e quem fica deve ser fechada em reunião no início de março. No mês de abril, além de marcar o afastamento dos cargos, também é o prazo limite para filiação partidária e regularização eleitoral — o que acelera a dança.
EVITAR O RACHA NA SUCESSÃO
A estratégia é clara: fortalecer o grupo político no interior, consolidar alianças e preparar o terreno para 2026.Mas o centro da ciranda está na sucessão ao Palácio Iguaçu. A tentativa de manter unidade dentro do PSD enfrenta ruídos, embora aliados ainda apostem numa composição envolvendo Guto Silva, Rafael Greca e Alexandre Curi, vai ser a tarefa mais difícil para o governador, pois até agora todos querem a vaga da disputa.
Até lá, a música continua — e ninguém quer ficar sem cadeira quando ela parar.