Mais uma vez o deputado estadual Renato Freitas (PT) é notícia no estado por decoro parlamentar e acaba indo parar no Conselho de Ética. Sempre bem assessorado juridicamente por advogado de renome, como Guilherme Gonçalves, que já salvou a sua cadeira na Câmara Municipal, ele agora também indica dois ministros de Lula para testemunhar a favor no processo do Conselho de Ética da Assembleia Legislativa.
Da Assembléia Legislativa, Renato Freitas pediu a ajuda de Ney Leprevost (União), Luiz Cláudio Romanelli (PSD) e os petistas Luciana Rafagnin e Professor Lemos e da esfera federal indicou o ministro dos Direitos Humanos e da Cidadania, Silvio Luiz Almeida, e a ministra de Igualdade Racial Anielle Franco, que deverão depor por videoconferência.
Para quem esperava que ajuda de cima fosse através de diversas orações, está totalmente enganado e, ele não deve ser muito chegado a eventos religiosos, pois participou de ato antirracista na frente da Igreja do Rosário, no Centro de Curitiba, que terminou com a invasão dos manifestantes, ficando conhecido nacionalmente depois daquele ato.
Os motivos deste fato a ser julgado no conselho são sempre os mesmos, quebra de decoro parlamentar. Os três fatos ocorridos no plenário foram de chamar o governador do Estado de “rato”, ofender Luciano Hang, dono da Havan, ao citar que ele rifou a própria mãe ao negar a vacina da Covid-19, e as inúmeras trocas de ofensas entre o bolsonarista deputado Ricardo Arruda (PL), quase chegando às vias de fato.
Daqui uns dias já saberemos se foi arquivada a representação ou se ele sofrerá alguma sanção, que pode até uma cassação do mandato. De qualquer forma os membros do Conselho devem votar o parecer e, em seguida se constar uma punição, irá também ao plenário da Assembléia Legislativa para votação.