A luta (legítima, diga-se de passagem) dos policiais militares do Paraná por melhorias salariais trouxe à tona interesses pessoais de quem se diz representante da categoria e criou até uma nova associação para tentar se autopromover em cima dos PMs e “queimar” as associações da classe que atuam há décadas no Estado. Queria porque queria garantir um lugar no grupo de trabalho criado pelo Governo do Estado para discutir a revisão da tabela de subsídio e o sistema de proteção social da PM, mas foi barrado após ser desmascarado.
Circulou no Whatsapp dos militares estaduais um documento de 22 páginas que desmentiu “as falácias” de um policial militar da reserva “eterno candidato ”, após verificação dos fatos. Diz o texto que a participação dele na comissão designada pela Casa Civil foi vetada pela condição de pré-candidato a deputado estadual/federal. Este militar já disputou eleições para vereador e deputado federal, mas nunca se elegeu. “Os parlamentares não querem dar palanque a este falso líder que acha que tem a solução para todos os problemas da PM”, informa.
Conforme o material, esse PM usa integrantes do acampamento e coloca o nome dele para parecer ser o autor de várias ações, com interesse de mostrar ao Governo que muitos o seguem “para garantir apoio, não importa de onde venha”. Segundo a apuração, o objetivo seria trazer cada vez mais associados para sua entidade para fortalecer sua estrutura financeira e garantir sua campanha a deputado federal. “Na cara dura, pede doações para suas despesas particulares para as mesmas entidades que quer destruir, impondo metas para desfiliações em massa”, escancara o documento.