O presidente da Assembleia, deputado Ademar Traiano, subiu hoje (22) a
Tribuna para responder, na condição de deputado e presidente do PSDB, ao
deputado Requião Filho (PMDB) que vem se mostrando inconformado com o não
acolhimento, pela Mesa da Assembleia, de um bizarro pedido de impeachment
contra o governador Beto Richa por conta do ajuste fiscal.
Traiano observou que o deputado tenta estabelecer um inexistente paralelo
entre as “pedaladas” cometidas pelo governo Dilma Rousseff – que ajudaram a
desorganizar as finanças do país – e o ajuste fiscal, que permitiu ao
Paraná ser o Estado em melhores condições para enfrentar a crise brasileira
promovida pela inépcia administrativa do PT.
“Enquanto o ajuste fiscal paranaense foi legal, aprovado pela Assembleia e
dentro de todos os parâmetros legais, as pedaladas, foram manobras solertes
que produziram graves prejuízos aos cofres públicos”, disse Traiano.
“Graças ao ajuste fiscal o Paraná é um Estado que paga em dia, dá aumentos,
antecipa décimo terceiro e faz investimentos. O Brasil, em parte por conta
das pedaladas fiscais, vive uma situação dramática, com inflação e
desemprego elevados”. Segundo Traiano, “não haveria como o Paraná ter
infringido a Lei Orçamentária quando o que aconteceu foi uma regular
alteração da mesma”.
O deputado questionou ainda o deputado peemedebista que, junto com seu pai,
o senador Requião, se opõe publicamente ao impeachment da presidente Dilma
Rousseff, alegando que a prática das pedaladas não justifica seu
impedimento.
“Gostaria de conseguir entender”, ironizou Traiano. “Porque as comprovadas
pedaladas de Dilma Rousseff não justificam seu impeachment, quando, para o
senador e deputado Requião, as inexistentes pedaladas de Beto são motivo
para impedimento. A única explicação que vejo para essa contradição
flagrante é que se trata de uma manobra meramente política eleitoreira”.
(foto: Nani Gois/Alep)