TRIBUNAL DE CONTAS DENUNCIA CHUNCHO NA TANCREDO

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Obras entregues à Prefeitura de Cascavel em 2019 estão sendo denunciadas pelo Tribunal de Contas do estado, após a realização de uma vistoria técnica no asfalto feito em algumas vias do entorno da Avenida Tancredo Neves, que constatou que o material entregue era inferior ao licitado.

A empresa guarapuavana Pavimentações e Terraplanagens Schimitt Ltda. entregou as obras de asfaltamento com material inferior ao exigido nas licitações, que geraram os contratos 177, 178, 179 e 180, todos no ano de 2019.

Após a vistoria, por unanimidade, o Tribunal condenou a empresa a devolver o valor de R$ 3,7 Milhões, e aplicou nos funcionários da prefeitura que receberam a obra, e atestaram sua perfeição, uma multa simbólica de R$ 4.908,00.

A empresa não devolveu nada, não se sabe se o caso foi judicializado ou não, e o povo que pagou por uma coisa e recebeu outra não fica nem sabendo, porque a maioria da mídia abafa tudo. Este caso lembra aquele das pontes do Ecopark Morumbi, licitados em aço, entregues em concreto, e abafado com uma devolução de R$ 100.000,00, irrisória diante do prejuízo técnico da obra. Remetido ao grupo de engenharia do Gaeco, o processo da obra do Morumbi ficou engavetado alguns anos, e depois o Gaeco se livrou do abacaxi dizendo que estava tudo bem.

Este asfalto entregue sem as especificações mínimas de qualidade, conforme atesta o Tribunal de Contas, também ficará do jeito que está. Ninguém vai devolver nada, ninguém vai ser penalizado, ninguém vai noticiar mais nada e todos ficam felizes, possivelmente com a poupança bem abastecida.

O mérito da denúncia é do Jornal Gazeta do Paraná, do nosso prezado Marcos Formighieri.

BATATINHA DA TAROBÁ

O apresentador Oziel Luiz, mais conhecido por Batatinha, é uma figura extremamente admirada e respeitada em Cascavel e no Oeste do Paraná. Cidadão honorário, constantemente homenageado por sua atuação digna na defesa da comunidade, na tela da TV Tarobá, Batatinha é, a cada eleição, assediado por partidos políticos que lhe oferecem uma vaga de candidato, geralmente a deputado estadual ou federal.

Neste 2022 parece que uma das ofertas vai ser aceita: ele está anunciando a pré-candidatura a deputado estadual pelo MDB.

Batatinha é uma excelente opção de voto. Conhece as dificuldades de cada cidade do Oeste, debate seus problemas e suas necessidades. É uma pessoa honesta, da confiança do Ederson Muffato e de seus irmãos, exigentes em relação à conduta dos seus profissionais. Se eleito, tenho certeza que será um ótimo deputado, e não um robô do governador, como temos alguns por aqui.

E O FRANGÃO?

Falei do Batatinha, completo informando que ele pode dobrar em algumas cidades com o nosso querido Frangão, que segue firme na busca do oitavo mandato. Eleito vereador em Cascavel em 1982, Frangão concluiu três mandatos, e depois foi eleito, em 1994, para a Câmara Federal. Sempre completou os mandatos, e é um dos poucos brasileiros que recusou ofertas para ser Ministro do governo federal. Nunca mudou de partido, é MDB raiz. Frangão nunca perdeu uma eleição. Segue com enorme prestígio em todo o interior do Paraná.

Não aparece muito, mas manda recursos para obras, especialmente nos municípios mais pobres. Semana passada esteve em Quarto Centenário, ao lado de Goioerê, onde nasceu, levando um cheque para a construção de um Centro de Eventos. 

Pausa. De forma presencial. Milhares de pessoas afirmam que era ele mesmo, alguns chegaram a tocá-lo. Acho difícil isso, pois não se toca em entidades etéreas, mas a turma jura de pés juntos. Fim da pausa. 

O Luiz Nardelli, a quem recorro quando preciso de alguma informação sobre política regional, afirma que também chegou a falar com o Frangão, e apertou sua mão. O Batatinha confirmou a história: era o Frangão em carne e osso. 

 OBSERVATÓRIO SOCIAL- ANOS SABÁTICOS

Lembram quando o Observatório Social cobrava informações diariamente do prefeito Edgar Bueno? Os diretores do Observatório iam à imprensa, denunciavam fatos que julgavam irregulares, era uma aporrinhação permanente na cabeça do Edgar.

Nunca alguma denúncia foi confirmada, era mais uma orquestração com finalidade eleitoreira que qualquer coisa séria. Mas ao menos eles mostravam que existiam e atuavam, de forma correta ou não.

Eleito, Paranhos chamou no primeiro mês os diretores ao seu gabinete, tiveram uma conversa franca, olho no olho, descobriram que tinham muitas afinidades e o Observatório decidiu ficar por alguns anos de férias. Neste final de abril completaram-se 64 meses sem qualquer notícia da turma. Cinco anos completos mais quatro meses.

Nem mesmo quando fatos graves vêm a público, o Observatório interrompe seu longo período sabático. Eles acham que tudo está certinho na city.

SOLDADO FRUET IMPEDE SANGRIA NA COPEL

   Os sete diretores da Copel que seriam “beneficiados” com uma gratificação extra de mais de Três Milhões de Reais não podem nem ver o Deputado Soldado Fruet. Ele denunciou a concessão desses valores à cúpula da empresa, em face do aumento de 293% pagos aos acionistas, possíveis devido aos lucros da companhia, conseguidos graças aos aumentos das tarifas que penalizam milhões de paranaenses. O governador Ratinho, que avalizava a distribuição da gratificação considerada por muitos como indecente, voltou atrás e vetou a festa, quando o fato veio a público.

Não vai acontecer nos próximos anos, enquanto o Ratinho governar, mas um dia teremos uma investigação séria nos custos da Copel, que vão mostrar as paranaenses o que acontece nos subterrâneos da empresa que hoje apresenta uma das tarifas mais caras do país. O lucro absurdo de uma empresa que tem a prerrogativa de cobrar o que quer (a ANEEL só existe para inglês ver, pois nunca desaprovou uma única vírgula nas planilhas infladas da empresa) e ainda é detentora do monopólio da energia no estado, é um escândalo que um dia será contado aos paranaenses. Esses três milhões economizados graças ao Fruet não são muita coisa em termos financeiros, mas são um demonstrativo de como as coisas são feitas nos bastidores da “nossa” Copel. A equipe que realmente trabalha, o excelente corpo técnico da empresa, só pode assistir à festa dos diretores nomeados pelo Ratinho. Enquanto isso, a qualidade dos serviços daquela que já foi uma das melhores empresas de energia do país cai de forma inversamente proporcional às gratificações e benefícios pagos aos diretores nomeados politicamente.  

JÁ DEU PRO EXCESSO DE HIPOCRISIA

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Todos os dias os brasileiros recebem informações de casos de ofensas raciais ou homofóbicas. A impressão que podemos ter é de que esses casos estão aumentando, coisa muito difícil de acreditar.

Quando a história da ressurreição do racismo começou, há aproximadamente vinte anos, eu pensei: que interesse essa gente tem em reviver uma coisa superada, que existia no Brasil miscigenado e feliz, em proporção muito menor que em outros países, como EUA, Alemanha, França e outros.

Quando chamávamos uma pessoa de Japa, ou China, na grande maioria das vezes era de forma carinhosa. Todos brincavam, nos tempos da reforma agrária, quando o projeto não dava muito certo: “não adianta dar terra e dinheiro pra plantar, faltou dar um casal de japas pra trabalhar…”. Era uma forma simpática de dizer que os tais “japas” tinham a tradição, baseada na realidade, de trabalhar muito. Alguém me disse que até o uso de termos iguais está proibido nos dias atuais de chatice e falso moralismo.

O Brasil sempre teve a mistura de raças que formou uma nação cheia de virtudes e defeitos, próprios de cada povo que aqui vive. Assim como outros países, sempre teve heteros, homos e os outros tipos de gênero que cada qual escolhia livremente. O Padre, o pastor, o médico, o voluntário de boas causas, para citar só alguns, colhiam os benefícios das suas escolhas. As pessoas que usavam o seu direito de fazer escolhas fora do conservadorismo vigente em cada época também recebiam os aplausos ou vaias, sabiam das conseqüências de seus atos. E tudo funcionava muito bem, até a grande mídia decidir, talvez por falta de assunto, que as leis existentes que puniam ofensas, de toda natureza, eram insuficientes. Eles, os jornalistas, deviam ditar regras mais severas, mais ditatoriais, mais pesadas. Passaram a incentivar e acirrar as divisões de raça, credo, cor.

Curiosamente, esses bobos alegres, que a cada comentário aumentam a certeza na sua ignorância, não aceitam qualquer ato ou palavra que mexa com a sua liberdade de expressão. Mas detonam um humorista que faz piadas com pessoas que mudam de sexo. Detonam um deputado que usa na Câmara Federal a tribuna para opinar sobre a atuação de ministros do STF, opinião, aliás, compartilhada por alguns milhões de brasileiros.

SÃO TEMPOS PARADOXAIS. A grande mídia, inclusive a maior delas, a Globo, manda às favas o pudor e mostra que está lutando, até valentemente, para voltar a entrar nos cofres públicos e levar bilhões do dinheiro do contribuinte. Ao mesmo tempo, essa mídia fica, de forma hipócrita, querendo que 200 milhões de brasileiros deixem de contar as piadas de sempre, que façam as críticas de sempre, as paqueras de sempre.

Existem leis no país para punir exageros, seus chatos. Chega dessa postura hipócrita de incentivo à divisão das pessoas.

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