Ao lado das principais lideranças dos trabalhadores, o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, o vice-presidente Geraldo Alckmin e ministros como Simone Tebet e Luiz Marinho, a UGT participou da abertura da Conferência Nacional do Trabalho. Em âmbito nacional e estadual, a Central foi representada pelos presidentes Ricardo Patah e Manassés Oliveira, além dos diretores Paulo César Rossi, Messias da Silva, Rejane Soldani e Louredes Pacondes.
A Conferência tem como objetivo incentivar o diálogo tripartite para a implementação de ações e políticas públicas voltadas ao emprego, à renda, à qualificação profissional e à melhoria da qualidade de vida no país. “O diálogo amplo, com participação democrática da sociedade, é fundamental para a promoção do trabalho seguro e da justiça social”, defendeu Manassés Oliveira.

Entre os principais desafios do mundo do trabalho que estarão em debate nos próximos dias estão a redução da jornada de trabalho, com o fim da escala 6×1, a regulamentação do trabalho por aplicativo e os impactos da inteligência artificial nas relações laborais. A pejotização indiscriminada, que cresce de forma preocupante, e seus riscos para direitos historicamente conquistados, como FGTS e Previdência Social, além dos efeitos sobre os programas de proteção social, também estarão no centro das discussões.
Durante mais de dois dias, representantes dos trabalhadores, do setor empresarial e do governo discutem e votam propostas construídas nos encontros estaduais, com foco na construção de um ambiente de desenvolvimento econômico e social inclusivo.

Em seu discurso de abertura, o presidente Lula conclamou todos os presentes a se engajarem na luta contra a violência contra a mulher. Segundo ele, trata-se de um problema que não diz respeito apenas às mulheres, mas a toda a sociedade que possui consciência moral. Como caminho para enfrentar essa realidade, o presidente destacou a necessidade de mudar a cultura da violência por meio da educação das crianças, começando em casa, passando pelas creches e chegando às universidades. “É preciso aprender o respeito desde cedo”, afirmou.
