A entouráge, cercanias, a intrépida trupe, camarilha, organização política para fins delituosos como classificou o Ministério Público do Paraná, da família de Antonio Casemiro Belinati envelheceu e ficou obsoleta, não podendo mais ocupar cargos públicos ou por impedimento judicial ou incompetência mesmo. Depois da morte de Casemiro Zavierucha, o Carlos Junior – dedicado tesoureiro que fazia anotações minuciosas com os repasses do dinheiro expropriado da prefeitura de Londrina e até da venda das ações da Sercomtel para a COPEL em 1998 – a família Belinati dedicou-se a amealhar derrotas judiciais e eleitorais – foi assim em 2000, 2002, 2004, 2006 e 2008. O núcleo amolecido pelas denúncias – Emilia Salles Belinati e Antonio Carlos Belinati – disputaram eleições e perderam todas. Já Antonio – Sêo Antonho ou Tio Bila – foi derrotado e até cassado pelo Tribunal Superior Eleitoral em 2008, cessando definitivamente como dedicado Ficha Suja sua carreira política.
Quem o sucedeu foi a versão aprimorada, um formado médico de ambulância e emergência e até advogado sem registro na OAB, Marcelo Belinati Martins, sobrinho querido e que até foi resgatar o tio Tonho Bila na saída da prisão em 2002, no 2º Distrito Policial de Londrina, na primeira vez que a família viu nascer o sol quadrado.
Virou vereador e depois deputado federal pelo PP – o mesmo de José Janene, que como tesoureiro do partido e das campanhas eleitorais de Antonio Belinati, apareceu em todas as falcatruas da cidade de Londrina, Paraná e até do Brasil com o Mensalão e Petrolão.
Como candidato a prefeito em 2012 foi derrotado surpreendentemente, após a aliança com o PSDB de Beto Richa dando a vice com o engenheiro aposentado que hoje dirige o Conselho de Administração da Sercomtel, Junker Grassioto.
Em 2016 conseguiu finalmente ganhar as eleições em Londrina e virou prefeito. Mas hoje acumula o maior indíce de rejeição popular a um prefeito na história da cidade, por conta do aumento exorbitante do IPTU, e da falência moral que submeteu a cidade – descobriram que o IPTU e a Taxa de Coleta de Lixo de sua mansão e a de sua mãe, no mesmo condomínio fechado (construído pelo primo Dante Belinati Guazzi) – não era condizente com os valores pagos pelos outros londrinenses.
Prova de sua incapacidade política é o seu vice prefeito João Mendonça (PMDB), que virou secretário de Agricultura e foi convidado a sair por inépcia. Virou candidato a Deputado Estadual no ano passado e conseguiu míseros 3.832 votos, quantidade que não o elegeria a vereador de Londrina.
Marcelo Belinati iniciou a sua gestão com o time de secretários e diretores que já não é mais o mesmo de janeiro de 2017. Parece que adora demitir funcionários, deixando-os com a fama de incompetentes e inaptos, como se tentasse esconder sua própria incapacidade administrativa.
Hoje Belinati já ultrapassou mais de 40 mudanças na prefeitura do PP, trazendo comissionados de outras cidades como Maringá, Tamarana, Ibiporã, Ourinhos (SP) e até de Manaus (AM).
Sem vocação para liderança política fez campanha para sua amiga do peito Cida Borghetti Barros a governadora do Paraná com o marido Ricardo Barros a deputado federal, além de Alex Canziani e Roberto Requião ao Senado Federal, dispensando até funcionários para atuar na campanha destes quatro candidatos.
Perdeu espaços no governo de Ratinho Junior e até lançou uma campanha insidiosa dando a entender que o governador discrimina Londrina ao não convidar ninguém para ocupar uma posição de primeiro escalão.
Belinati, o Marcelo, escreve assim mais um capítulo horrendo no livro de memórias da família que mais prejudicou a cidade de Londrina – com escândalos de corrupção e falcatruas – ocupando o cargo de Prefeito nas instalações do gabinete da rua Professor João Cândido com avenida JK e depois na avenida Duque de Caxias.